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Metroviários de SP marcam greve a partir de quinta-feira

De acordo com o Sindicato dos Metroviários de São Paulo, a intenção é liberar a entrada da população sem cobrança de tarifa

O Estado de São Paulo

SÃO PAULO – Os metroviários de São Paulo aprovaram em assembleia na noite desta quinta-feira greve por tempo indeterminado a partir da próxima quinta-feira (04). De acordo com o Sindicato dos Metroviários de São Paulo, a intenção é liberar a entrada da população sem cobrança de tarifa. Caso os funcionários sejam ameaçados pela empresa de pagar as passagens não cobradas, contudo, a greve acontece de forma tradicional, com a paralisação da operação.

Os trabalhadores têm nova assembleia marcada para a próxima quarta-feira (03). “A assembleia vai servir para avaliar eventual proposta que seja apresentada pelo Metrô ou, caso não tenha proposta, para organizar a greve”, disse o diretor de comunicação do sindicato, Ciro Moraes. Na quinta-feira, o sindicato deve publicar carta aberta à população explicando os motivos da greve.

“Aguardamos o bom senso do governo do Estado e do Metrô, para que revejam sua intransigência”, disse Moraes. Segundo ele, deixar as catracas livres para entrada dos usuários do Metrô sem cobrança é um “desafio” ao governo e à empresa.

A categoria está em estado de greve desde o último dia 13 e deu prazo até hoje para que o Metrô apresentasse proposta que agrade aos funcionários. Até agora, segundo o sindicato, a proposta não veio. Procurado, o Metrô ainda não se manifestou sobre as propostas à categoria, nem sobre a greve.

Reivindicações

As principais reivindicações dos metroviários são participação nos lucros (PLR) igual para todos os funcionários e pagamento antecipado de abril de 2013 para outubro deste ano, além de melhoria na jornada de trabalho.

“Até 2007, ganhávamos participação dos resultados linear. Em 2007, tivemos uma greve que foi retaliada pelo Metrô com demissões. O protesto dos trabalhadores era por conta da decisão de usar a proporcionalidade de 30% na participação dos resultados”, afirmou Moraes. De acordo com ele, desde 2008, a PLR recebida pelos trabalhadores é de parcela fixa somada ao montante proporcional a 40% do salário.

“Este ano, eles (Metrô) resolveram inovar com proposta de pagamento de PLR proporcional de 100% aos engenheiros, 80% para o plano representativo da empresa (coordenadores, assessores, gerentes e altos cargos) e 40% para dos demais trabalhadores. Todo ano lutamos para resgatar divisão linear da PLR”, disse o diretor de comunicação do sindicato. O Metrô ainda não confirmou as informações passadas pelo sindicato.

Em nota distribuída à imprensa na última quinta-feira (20), o Metrô informou que a proposta de PLR “acompanha as variações salariais existentes na companhia, com garantia de que nenhum empregado da empresa receberá valor inferior a R$ 4.140,63”. Além disso, a nota dizia que o pagamento será feito em abril de 2013 e que nenhum empregado realiza jornada acima de 40 horas semanais.

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