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Tributo em produtos típicos nas festas de fim de ano chega a 59%;

Fonte: Folha de São Paulo

A carga tributária em produtos típicos de fim de ano pode chegar a até 59%, segundo um estudo realizado pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário). As bebidas são os itens com o maior tributo.

Para brindar a passagem de ano com um espumante, por exemplo, o consumidor terá que desembolsar 59,49% a mais do valor real da bebida para pagar impostos. Na cerveja, a carga tributária chega a 55,60%, enquanto na sidra, 48,24%.

“A elevada carga tributária dos produtos de fim de ano restringe o consumo do brasileiro, desde a escolha do presente até os itens que compõem a ceia”, diz o presidente do IBPT, João Eloi Olenike.

De acordo com o estudo, a carga tributária do chester, peru ou pernil chega a 29,32%. Alimento tradicional do Natal, o panetone também carrega um alto imposto: 34,63%.

Os tributos atingem até mesmo a decoração de fim de ano. Quem quiser enfeitar a casa com uma árvore de Natal terá que pagar 39,23% a mais do valor real do produto por causa dos impostos. Já a tributação em enfeites em geral chegam a 48,02%.

Ainda de acordo com o estudo do IBPT, entre as sugestões de presentes favoritos para esta época do ano, o aparelho de MP3 é um dos mais tributados, com 49,45%, quase metade do valor do produto. Na bicicleta, a tributação chega a 45,93%, enquanto nos brinquedos, 39,70%.

PROTESTO

A ACSP (Associação Comercial de São Paulo), a Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo) e diversas outras entidades se reuniram nesta quarta-feira, no vão livre e no auditório do Masp, em São Paulo, para um protesto que reivindica a sanção de um projeto de lei que obriga a discriminação dos impostos nas notas fiscais.

“Precisamos saber o quanto pagamos de impostos, uma vez que essa ação nos cria uma consciência coletiva para reivindicar melhoria social. Temos o dever de nos organizar e, dessa forma, podemos fazer coisas impossíveis”, disse Rogério Amato, presidente da ACSP.

O manifesto foi batizado de “Não Veta, Dilma” e, segundo Amato, colheu mais de 1,5 milhão de assinaturas em 2006 por meio do movimento “De Olho no Imposto”. O projeto de lei passou pelo Senado, seguiu para a Câmara dos Deputados e foi aprovado no último dia 13 de novembro.

“Depende agora da sanção da presidente Dilma Rousseff e por isso vamos lutar na mesma direção”, disse Amato.

Uma gôndola de supermercado foi colocada no vão livre do MASP com etiquetas que mostram o valor dos produtos sem e com os impostos pagos pelo consumidor.

O atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, esteve presente no manifesto, bem como o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos.

“Ao lado de Afif estaremos novamente com a presidenta Dilma Rousseff defendendo essas questões. Faremos dessa reivindicação uma vitória do povo, pois acreditamos na condução de um país melhor sustentado na transparência”, disse Kassab.

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CONFIRA A CARGA TRIBUTÁRIA DOS PRODUTOS DE FIM DE ANO

Espumante: 59,49%
Cerveja (lata): 55,60%
Cerveja garrafa: 55,60%
Cosméticos: 54,88%
Jóias: 50,44%
Aparelho de DVD: 50,39%
Aparelho MP3 ou iPOD: 49,45%
Sidra: 48,24%
Enfeites de Natal: 48,02%
Bicicleta: 45,93%
Câmera fotográfica: 44,75%
Taças: 44,40%
DVD: 44,20%
Bacalhau importado 43,78%
Telefone celular: 39,80%
Brinquedos: 39,70%
Árvore de Natal: 39,23%
Cartão de Natal: 37,48%
Nozes: 36,45%
Presépio: 35,93%
Roupas: 34,67%
Panetone: 34,63%
Computador acima de R$ 3 mil: 33,62%
Chester/perú/pernil: 29,32%
Computador até R$ 3 mil: 24,30%
Livros: 15,52%

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