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Trem de ferro

O Globo, Ancelmo Gois, 11/Nov

Depois de cinco anos totalmente fechado ao público (desde janeiro de 2007), o Museu do Trem, com seu rico acervo, que inclui a Baroneza (com “z” mesmo), primeira locomotiva do Brasil, começa a entrar nos trilhos. O Iphan, que administra o museu, iniciou este ano um programa de visitas agendadas por escolas. E a boa notícia é que o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), José do Nascimento Júnior, vai receber do Iphan o museu e pretende reabri-lo até junho de 2013, antes da Copa das Confederações.

Inaugurado em 1984, o museu tem mais de mil peças nas antigas oficinas da Rede Ferroviária, na Rua Arquias Cordeiro, ao lado do Engenhão, no subúrbio carioca do Engenho de Dentro. Além da Baroneza, importada da Inglaterra há 160 anos, os destaques do acervo são o carro imperial de Dom Pedro II, outro carro feito para transportar o rei Alberto, da Bélgica, em visita ao Brasil, e o do presidente Getulio Vargas, de 1935.

Apesar de o local ter segurança 24 horas, o aspecto externo é de abandono (veja as fotos), com o prédio em mau estado e com pichações. Os presidentes da Associação dos Amigos do Museu do Trem, Hélio Suêvo, e da Associação Fluminense de Preservação Ferroviária, Antonio Pastori, protestam contra o fechamento.

A recuperação do museu pelo Ibram será um capítulo importante na história das nossas ferrovias, que encolheram muito a partir da década de 1950 com o Plano Nacional de Erradicação dos Ramais Ferroviários. Projetos como o do trem-bala só agora começam a sair do papel. Mas aí é outra história.

 

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