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Trem-bala só vai entrar em operação após a Copa de 2014

Folha de São Paulo

Trem-bala só vai entrar em operação após a Copa de 2014

Nova previsão do governo federal é que o funcionamento tenha início no 2º semestre de 2015, mas prazo final é 2016

Vencedor da licitação será o consórcio que oferecer mais recursos para o projeto, o que reduziria a necessidade de mais verbas federais

JOSÉ ERNESTO CREDENDIO
DA REPORTAGEM LOCAL

O governo federal já não conta mais com a inauguração de todo o projeto do trem-bala entre os Estados de São Paulo e Rio na Copa do Mundo de 2014. O prazo já era considerado exíguo por técnicos do setor, diante da complexidade da obra, estimada em R$ 34,6 bilhões.
Agora, o governo estima que o trem-bala possa entrar em operação comercial -com cobrança de passagem- em 2015, mas somente no segundo semestre, porque o primeiro será usado para testes operacionais.
Após a assinatura do contrato, o que o governo prevê para 2010, o consórcio que vencer a licitação terá até seis anos para concluir os 510,6 km de linhas entre Campinas e Rio.
O cronograma para a implantação do trem-bala, que ainda pode ser alterado, foi definido pela modelagem financeira do projeto, divulgada ontem pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).
O diretor-geral da ANTT, Bernardo Figueiredo, considera que seja possível reduzir o prazo, mas o governo decidiu por um cronograma mais extenso para ampliar a gama de empresas interessadas no projeto, que deve ser licitado no início do próximo ano.
“Temos investidores que acham que dá para concluir até a Copa. Outros acham que não. Se estabelecêssemos como condição que ficasse pronto até a Copa, estaríamos carimbando quem vai ganhar a licitação”, disse Figueiredo, que esteve em São Paulo para um seminário sobre o projeto, na Fiesp.
Figueiredo e autoridades do governo federal, como o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, fizeram um apresentação do projeto a seis grupos de cinco países -Espanha (dois), Coreia do Sul, Alemanha, França e Japão.
O prazo final não impede, segundo Figueiredo, que o consórcio vencedor da concorrência possa antecipar a entrega de alguns trechos de maior demanda e retorno mais imediato, como Campinas-São Paulo. “Demos essa liberdade”, disse.

Tarifas e financiamento
Também foi definido que o valor da tarifa cobrada do usuário -a ANTT estima em R$ 200 o preço médio da classe econômica Rio-SP no horário de pico- não será o primeiro critério para a escolha do vencedor da licitação do trem.
Foi esse mecanismo, o da menor tarifa, que permitiu a redução drástica dos preços do pedágio nas rodovias concedidas no ano passado pelo governo federal. O resultado foi considerado tão bom que o modelo foi depois adotado também pelo governo de São Paulo, onde os pedágios também caíram.
A União optou por considerar vencedor o consórcio que oferecer o maior aporte de recursos do projeto, o que reduziria a necessidade de mais investimentos federais.
“Achamos que esse serviço é muito concorrencial. Se aumentar demais a tarifa, perde passageiro para ônibus, aviões. Vai perder passageiros”, afirmou Figueiredo.

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