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Trading americana oferece US$ 148 milhões por Floralco

Os americanos propuseram pagar a totalidade do valor à vista
IDEA ONLINE

 

A trading americana Lanetrade LLC, que opera globalmente com açúcar, café e outros produtos alimentícios, fez uma oferta de US$ 148,36 milhões para comprar a usina Floralco, localizada em Flórida Paulista (SP) e em recuperação judicial desde junho de 2010. Os americanos propuseram pagar a totalidade do valor à vista.

A Floralco tem capacidade para processar 2,5 milhões de toneladas de cana por safra, mas moeu perto de 900 mil no ciclo 2012/13. A unidade pertence ao Grupo Bertolo, que tem outra usina em recuperação judicial. A unidade Piranji (SP) tem condições para moer 1,5 milhão de toneladas de cana, mas está paralisada há um ano devido a problemas financeiros.

Os recursos da venda da Floralco serão usados para o pagamento das dívidas sujeitas à recuperação do grupo Bertolo, superiores a R$ 200 milhões.

Uma assembleia de credores marcada para o dia 5 de fevereiro vai decidir entre a proposta da Lanetrade e a de outros dois grupos. Também fizeram ofertas a Asperbras Brasil, empresa do ramo de equipamentos para irrigação que também atua no cultivo de cana-de-açúcar, e a TEF Holdings, que tem mandato de fundos para investir em empresas com dificuldades financeiras.

A TEF Holdings foi fundada no ano passado por Thomas Elias Felsberg, filho do advogado Thomas Feslberg, que também advoga para a Floralco no processo de recuperação judicial.

Com escritórios nos Estados Unidos e no Brasil, a Lanetrade LLC faz negócios com arroz, frutas, sucos, soja e açúcar. A empresa foi procurada, mas não retornou o contato da reportagem.

A Asperbras propôs comprar a Floralco por R$ 120 milhões com o pagamento de R$ 20 milhões à vista e o restante em dez parcelas anuais, sendo a primeira em outubro de 2014 e a última, no mesmo mês de 2023. A companhia, que faturou R$ 600 milhões em 2012, possui em torno de 4,8 mil hectares com cana-de-açúcar no Estado de São Paulo com contrato de fornecimento para o Grupo Clealco. “Nossos canaviais ficam a 70 quilômetros da Floralco, assim, há uma pequena sinergia. Além disso, o setor sucroalcooleiro está no nosso radar”, afirma José Maurício Caldeirao, diretor da Asperbras.

O grupo cria gado no Centro-Oeste, tem um frigorífico em Araçatuba (SP) e um laticínio em Itapagipe (MG). Em Angola, entre outros projetos, desenvolve gestão de fazendas em cultivo de milho, feijão e soja.

Para lever a Floralco, a TEF Holdings ofertou R$ 130 milhões. A proposta é pagar R$ 15 milhões à vista, R$ 15 milhões no fim da safra 2013/14 e outros R$ 100 milhões em cinco parcelas, com o vencimento da primeira em 2016.

Com base em auditoria própria e de terceiros, a TEF calcula que a Floralco trará ao seu comprador cerca de R$ 40 milhões em passivos trabalhistas não sujeitos à recuperação judicial (dívidas contraídas após a decretação da recuperação) e mais de R$ 20 milhões em passivos ambientais. “Se a proposta da TEF for aceita, o objetivo é não interromper o ciclo produtivo da usina e gerir salários e contratos operacionais em 2013”, diz Felsberg. Para isso, a compra deve ser concluída até 15 de abril, explica.

 

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