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Tesouro e Minerva emitem bônus

Por Talita Moreira e Aline Oyamada

Apenas três dias após o rebaixamento da nota de crédito brasileira pela Standard & Poor’s, o Tesouro Nacional captou € 1 bilhão com uma emissão de bônus no exterior. A Minerva, processadora de carnes, também emitiu US$ 300 milhões em notas perpétuas.

A retomada rápida das operações mostra que o impacto do corte do rating do país de “BBB” para “BBB-” foi menor que o previsto. Banqueiros que atuam nas ofertas de bônus esperavam que haveria uma paralisação das ofertas entre esta e a próxima semana, que depois voltariam ao ritmo normal.

Vários fatores contribuíram para que a reação fosse pequena. A medida já era amplamente esperada, só não se sabia quando viria. Ao mesmo tempo, a nota brasileira foi colocada em perspectiva estável, o que deixa mais distante o risco de perda do grau de investimento.

“Tirou-se a incerteza que existia. Agora, não é mais um temor no curto prazo”, diz Guilherme Silveira, da equipe de renda fixa do Santander. O banco coordenou a emissão do Tesouro ao lado do J.P. Morgan e do Banco do Brasil.

A definição de um movimento já esperado acabou tendo impacto positivo no mercado secundário de bônus nesta semana. “Trouxe mais estabilidade”, diz Alexei Remizov, diretor de mercado de capitais do HSBC, um dos bancos que coordenaram a oferta da Minerva.

Também ganhou força a avaliação de que o corte reforça o alerta ao governo sobre a necessidade de ajustes. “Há uma leitura de que, com isso, puseram pressão no governo para as reformas fiscais saírem”, afirma o diretor de renda fixa para a América Latina da gestora INTL FCStone, Carlos Gribel.

 Fonte: Valor Econômico de 28.3.2014.

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