Felsberg Advogados
Home | Sinal verde para fusão Real e Santander
Publicações

Sinal verde para fusão Real e Santander

Valor Econômico

Sinal verde para fusão Real e Santander

Fábio Barbosa deve assumir nos “próximos dias” o comando do grupo Santander no Brasil, segundo fontes do banco. O sinal verde foi dado depois que o Banco Central Holandês (DNO) emitiu, terça-feira, a declaração de não-objeção para que o Banco Real possa ser desmembrado do ABN AMRO, com sede na Holanda. Com isso, o Banco Real está autorizado a iniciar integração com Santander.

A operação aguarda ainda a autorização pelo Banco Central do Brasil. Barbosa comanda atualmente o Banco Real e o Santander é presidido interinamente por José Paiva. A expectativa é grande inclusive dentro dos dois bancos uma vez que a diretoria também deverá ser unificada. É possível que o anúncio possa ser feito até antes da divulgação do balanço global do Santander no primeiro semestre, na segunda-feira.

O aval do BC holandês saiu no prazo esperado pela cúpula espanhola do Santander. Quando esteve no Brasil, em março, o presidente mundial do grupo, Emilio Botín, afirmou que esperava o posicionamento holandês entre o final de julho e agosto. A separação do Real do ABN AMRO abre caminho para o novo status de Barbosa. Paiva deve continuar na diretoria. Ex-diretor de produtos e marketing, Paiva assumiu depois que o ex-presidente Gabriel Jaramillo foi transferido para um grupo de assessoria de Botín, com a missão de expandir as operações nos Estados Unidos.

Na mesma ocasião, Botín prometeu para 30 de outubro a divulgação do plano de integração das operações do Santander e do Real no Brasil. Segundo ele, já estava em marcha, mas deve levar três anos para ser concluída.

Executivos das duas instituições vêm tendo encontros periódicos com esse objetivo. De acordo com nota divulgada ontem pelo Santander para informar a decisão do BC holandês, “é importante salientar que os dois bancos, Real e Santander, permanecem como instituições separadas e que tudo continua igual para funcionários e clientes”.

Além disso, no mês passado, o Santander já comprou uma nova sede, vislumbrando a integração. No maior negócio já realizado no mercado imobiliário brasileiro, o Santander comprou o edifício JK, na zona sul de São Paulo, de 82 mil metros quadrados, do grupo WTorre por R$ 1,06 bilhão

A fusão entre o Real e o Santander o maior banco privado do país em depósitos, segundo em ativos totais e terceiro em crédito. Em São Paulo, será o banco privado de maior rede.

As sinergias de custo proporcionarão um ganho de 700 milhões de euros e as lucro líquido, de 110 milhões de euros, totalizando 810 milhões de euros.

Topo Voltar