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Sem Chávez, negociação entre Petrobras e PDVSA deve avançar

Analista acredita que estatal Venezuela passará por uma reestruturação política

NNpetro – 6 Março, 2013

chavez

A morte do presidente Hugo Chávez, anunciada na noite de ontem (05), pode significar um avanço nas negociações entre a Petrobras e a estatal petrolífera venezuelana PDVSA, segundo o cientista político Paulo Wrobel, independente do sucessor que for eleito naquele país, uma vez que Chavéz fazia do petróleo a sua arma política.

“Interessa à Venezuela manter uma boa relação com o Brasil. O sucessor de Chávez terá que montar uma nova relação”, avalia Wrobel.

A Petrobras aguarda há sete anos um posicionamento do governo venezuelano sobre a participação da estatal PDVSA na refinaria Abreu e Lima, no litoral sul de Pernambuco. A sociedade foi acordada durante o governo do ex-presidente Lula e de Hugo Chávez. Em fevereiro, a PDVSA propôs à Petrobras entregar óleo cru, em vez de dinheiro, como pagamento por sua participação na refinaria. Orçada em US$ 2,3 bilhões, a refinaria vai custar cerca de US$ 17 bilhões, mais da metade do valor já foi injetado pela Petrobras.

O analista acredita a PDVSA passe por uma reestruturação política. A morte de Chávez, que governou a Venezuela por 14 anos, criou uma especulação sobre o futuro do país no mercado de petróleo. A Venezuela é um dos principais produtores da OPEP. O anúncio gerou alta dos preços do petróleo durante a sessão asiática, mas diminuiu na manhã de hoje.

“É cedo para uma reação justa do mercado. A política indefinida, se o chavismo irá continuar, pode gerar certo nervosismo no mercado. Desde o anúncio da morte, a estratégia usada tem sido a tentativa de endeusar Chavéz, como uma grande liderança. O chavismo sobreviverá como uma sombra. Será uma eleição competitiva”, analisa Wrobel.

A presidente Dilma Rousseff disse que a morte do líder bolivariano é “uma perda irreparável” para a América Latina, mas lembrou que o governo brasileiro nem sempre concordou integralmente com Chávez. “Em muitas ocasiões, o governo brasileiro não concordou integralmente com o presidente Hugo Chávez. Porém, hoje, como sempre, nós reconhecemos nele uma grande liderança, uma perda irreparável e, sobretudo, um amigo do Brasil”, disse Dilma durante congresso de trabalhadores rurais em Brasília.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela anunciou que Nicolás Maduro assumirá formalmente as funções de presidente interino e que dentro de 30 dias haverá eleições.

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