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Sabesp fecha primeiro contrato internacional

Valor Econômico

Sabesp fecha primeiro contrato internacional

Fernando Teixeira, de São Paulo

A Sabesp venceu na semana passada sua primeira concorrência internacional, um contrato com a Idaan, estatal panamenha responsável pelo fornecimento de água e esgoto no interior do país. Trata-se de um negócio modesto para a estatal paulista: US$ 8,8 milhões em um contrato de três anos, para instalar um programa de redução de perdas de água e melhoria de gestão. Mas a Sabesp tem em vista projetos mais ambiciosos: analisa uma concorrência de cerca de US$ 500 milhões para instalar e operar por 25 anos uma estação de tratamento de esgoto e geração de energia na Cidade do México. Tem em vista ainda projetos na Argentina e na Índia.

A Sabesp planeja concorrer ao contrato mexicano em sociedade com a espanhola OHL, com quem já disputou e venceu no ano passado a licitação para a concessão do sistema de esgoto do município de Mogi Mirim, no interior de São Paulo. No México, a OHL atua como concessionária em cinco rodovias – entre elas um trecho do “rodoanel” da Cidade do México -, e opera o aeroporto internacional de Toluca, considerado o segundo maior terminal que atende a capital. O presidente da Sabesp, Gesner Oliveira, afirma que o contrato mexicano é um projeto de grandes dimensões, mas deve ter mais detalhes sobre a operação nas próximas semanas.

O contrato com a estatal panamenha, ainda que pequeno em comparação com a receita da Sabesp, “é um passo com uma visão de futuro”, diz Gesner. Para ele, a estatal paulista tem uma vocação natural para a internacionalização devido à sua escala: é a quinta maior empresa de saneamento do mundo em número de clientes, com 26 milhões de pessoas atendidas. A receita da empresa foi de R$ 6,4 bilhões em 2008, e o lucro líquido, de R$ 1 bilhão.

Em 2007, logo depois de Gesner assumir a presidência, a Sabesp traçou um plano de expansão e conseguiu aprovar na Assembleia Legislativa de São Paulo uma lei autorizando sua atuação fora de São Paulo. Ao mesmo tempo fundou uma divisão de novos negócios, para procurar oportunidades. O foco tem sido contratos de prestação de serviços, os chamados termos de cooperação. Há cinco contratos do tipo, todos fechados com empresas públicas de outros estados, e há mais dois prestes a sair. São todas cifras pequenas se comparadas com a receita total da empresa – o maior deles é de R$ 25 milhões, com prazo de cinco anos.

Apesar de analisar oportunidades de concessões de água e esgoto fora de São Paulo – como a operação mexicana – o foco nesta década são os contratos de cooperação e transferência de tecnologia, como o fechado no Panamá, diz Gesner. “No Brasil encontramos 1,6 mil empresas que podem ser clientes potenciais dos nossos sistemas de gestão”, diz, mencionando as operadoras privadas e públicas fora de São Paulo.

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