Felsberg Advogados
Home | Rush torna ponte aérea Rio-São Paulo até 25 minutos mais lenta
Publicações

Rush torna ponte aérea Rio-São Paulo até 25 minutos mais lenta

RICARDO GALLO – Folha de São Paulo

 

Na hora do rush, um voo da ponte aérea Rio-São Paulo, entre os aeroportos de Santos Dumont e Congonhas, a rota mais movimentada do Brasil, chega a levar 25 minutos a mais que a mesma viagem, pela mesma companhia, fora do horário de pico.

O tempo extra é significativo, já que os voos mais rápidos entre as duas cidades levam menos de 45 minutos.

Os principais motivos, segundo a Aeronáutica, as companhias aéreas e especialistas, são a concorrência pela utilização da pista, o tráfego aéreo intenso e a falta de controle mais eficaz dos voos.

A comparação entre os diferentes horários foi feita pela Folha com base na duração dos voos da TAM, Gol e Avianca, as três companhias que atuam na ponte aérea durante a semana, tanto nas viagens já feitas (janeiro a junho), quanto naquelas que ainda estão programadas.

Os dados estão disponíveis nos sites das companhias aéreas e da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

Voar pela manhã, na maioria dos casos, é pior do que à noite. Avianca e Gol têm as maiores discrepâncias.

Na primeira, o voo mais demorado é o que sai de Congonhas às 7h28 de segunda à sexta, no qual o passageiro enfrenta uma hora e 23 minutos de viagem. O mais curto é o que parte de São Paulo às 19h02 -duração de 58 minutos, ou 30% mais rápido.

Na Gol, os mesmos 25 minutos de diferença aparecem ao comparar dois voos que partem do Rio. O pior, das 9h10, leva uma hora e oito minutos; o mais rápido, às 17h10, dura 43 minutos.

Os voos da TAM variam menos: 17 minutos em Congonhas e 22 minutos no Rio.

Avião aterissa no aeroporto de Congonhas, em são Paulo, enquanto outros três fazem fila para decolar
Avião aterissa no aeroporto de Congonhas, em são Paulo, enquanto outros três fazem fila para decolar

 

FILA DE AVIÕES

“Varia bastante, é perceptível. Eu sempre me programo para chegar a São Paulo com antecedência”, diz o advogado José Carlos Rosa, 34, que mora no Rio e vem a São Paulo uma vez por semana. Sexta-feira, afirma, costuma ser o dia mais complicado.

Segundo a Aeronáutica, o tráfego aéreo entre as metrópoles lhe obriga a organizar os aviões que chegam e que saem dos aeroportos -o que influencia o tempo de voo.
Entre as medidas está o sequenciamento, que é estabelecer uma fila de aviões que vão para o mesmo destino. Assim, as aeronaves recebem ordens para reduzir a velocidade ou fazer desvios.

O clima e fatores operacionais –uma aeronave ou aeroporto com restrições, por exemplo– também influenciam, segundo o órgão.

Um estudo de 2010 encomendado pelo BNDES identificou que os tempos de voo dos aviões na ponte aérea haviam aumentado em dez minutos entre Congonhas e Santos Dumont e sete minutos no sentido inverso, entre 2005 e 2009, em decorrência de restrições de infraestrutura aeroportuária e aeronáutica.

Topo Voltar