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Rio tem desempenho melhor que a média nacional na contratação de mão de obra em 2012

Carta da Indústria, 28/fev

A geração de empregos no estado do Rio superou o desempenho nacional no ano passado, ainda que o saldo de contratações tenha sido menor do que o registrado em 2011. O mercado fluminense foi responsável por 105.653 novos postos de trabalho formais (12,2%), de um total de 868.241 empregos registrados no país, segundo a Nota Técnica “Mercado Formal de Trabalho Fluminense – Resultados 2012”, elaborada pela Gerência de Estudos Econômicos do Sistema FIRJAN. Construção civil, indústrias têxtil e naval foram os setores que se destacaram no período no estado do Rio, com boas perspectivas de crescimento em 2013.

A construção civil foi responsável por quase 25% dos novos postos de trabalho fluminenses, alcançando saldo de 25.303 vagas. Foi o grande destaque na capital (+14.213) e o único setor com saldo maior do que o registrado em 2011. “Para 2013, vamos continuar observando uma demanda forte da construção civil, tendo em vista os grandes empreendimentos que estão em curso, principalmente na capital, mas também em outras regiões, como o Norte do estado, com o porto do Açu”, avalia Guilherme Mercês, gerente de Estudos Econômicos do Sistema FIRJAN.

As expectativas para 2013 são promissoras, principalmente na capital do estado, por diversos fatores. Há projetos de mobilidade urbana, como Transbrasil, Transcarioca e Transolímpica, conforme destaca Roberto Kauffmann, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio de Janeiro (Sinduscon-Rio) e do Conselho Empresarial da Indústria da Construção do Sistema FIRJAN.

Kauffmann cita a aprovação de incentivo fiscal para construção ao longo de toda a Avenida Brasil, que se tornou área de especial interesse urbanístico, devendo motivar o desenvolvimento de novos projetos. “No Rio, estamos com muitas obras, não só na parte imobiliária, com o Minha Casa, Minha Vida, shoppings, hotéis e prédios comerciais, mas também em função da revitalização da área portuária e das obras dos grandes eventos. A expectativa para 2013 é continuar esse processo e ser ainda melhor”, prevê Kauffmann. Para apresentaras oportunidades a investidores, construtores e empresas estrangeiras, o Sistema FIRJAN, o Sinduscon-Rio e a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin) participarão da 2A- edição do MIPIM (Marché International des Professionnels de l’Immobilier), importante evento do setor imobiliário, que acontece de 11 a 15 de março, em Cannes, França. Em seguida, os representantes das três instituições farão outra apresentação em Roma, Itália, com o mesmo propósito, em evento organizado pela Embaixada do Brasil.

OTIMISMO NO SETOR NAVAL

Na Indústria de Transformação, o destaque foi o setor naval fluminense, que vive um período de reestruturação. Para Lucenil Carvalho, vice-presidente da Representação Regional FIRJAN/CIRJ no Leste Fluminense e presidente do Sindicato das Indústrias Mecânicas, Metalúrgicas e de Material Elétrico do Estado do Rio de Janeiro, o resultado de 2013 deve ser melhor: “O desempenho econômico do setor metal-mecânico manteve-se estável, apesar de não ter sido o que esperávamos em termos de empregos devido à falta de conteúdo nacional nas navipeças. Este ano temos boas perspectivas para o setor Naval e de Óleo e Gás.”

RETOMADA EM NOVA FRIBURGO

Os setores têxtil e de vestuário se sobressaíram na região Centro-Norte. Em 2012, foram abertos 242 novos postos de trabalho, ante a retração de 664 vagas em 2011. Esse resultado decorre da retomada das atividades das confecções de Nova Friburgo depois do ano das fortes chuvas que afetaram a economia local. O potencial de crescimento é ainda maior, segundo Nelci Layola Porto, presidente da Representação Regional da FIRJAN Centro Norte e diretora da Lucitex.

“A região tem potencial para crescer. O turismo de compras ainda não voltou a ser como era antes. Com isso, quem vende mercadoria nas lojas da cidade continua com dificuldades. Nossa grande expectativa está sendo lançada na Feira Brasileira de Moda íntima. Praia, Fitness e Matéria-Prima (Fevest), que acontecerá de 4 a 6 de agosto. É a forma de mostrar ao mercado que estamos produzindo, que as fábricas destruídas já foram recuperadas”, afirma. Todos os estandes foram vendidos logo após o lançamento, no fim do ano.

Menor geração de emprego foi observada em todas as regiões do estado

Todas as regiões fluminenses criaram menos empregos em 2012, refletindo a menor atividade econômica daquele ano. Nesse cenário, a capital foi a maior geradora de postos de trabalho (+63.072), número puxado pela construção civil, setor cujo saldo superou o verificado no ano anterior. Na Indústria de Transformação, o saldo geral ficou estável, em função da geração de novos postos nas Indústrias Química, Produtos alimentícios, Bebidas e álcool etílico e na Metalurgia.

A região Leste manteve-se como a segunda maior geradora de postos de trabalho do estado (+16.639), enquanto a região Noroeste registrou o pior resultado dos últimos 15 anos, com apenas mais 209 vagas, ante as 1.851 verificadas em 2011. Na região Serrana, somente a construção civil apresentou saldo positivos de empregos, entre os todos os setores econômicos.

No Centro-Norte fluminense a desaceleração foi menos intensa, passando de 2.524 para 2.031, respectivamente de 2011 para 2012. Na região Norte, apenas Campos apresentou saldo negativo de postos de trabalho e os demais municípios apenas reduziram o ritmo de contratações. O resultado da Baixada Fluminense em 2012 (+12.525) superou ligeiramente o apurado em 2009 (+11.208), ano da crise. O Sul Fluminense, por sua vez, registrou o pior resultado dos últimos dez anos para a região.

No geral, a redução no ritmo das contratações da indústria fluminense ocorreu em seus três subsetores – Transformação, Extrativa e Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP) -, muito embora a geração de 15.310 novos postos de trabalho em 2012 tenha sido bem próxima da média dos últimos dez anos (16 mil). Na Indústria de Transformação, o estado do Rio também apresentou desempenho superior à média nacional: houve redução de 81% no saldo de contratações no país, ao passo que a desaceleração fluminense ficou em 22%. Na Indústria Extrativa, o saldo do estado caiu pela metade (de 2.699 para 1.367), enquanto nos Serviços Industriais de Utilidade Pública, as contratações ficaram em patamar semelhante ao do ano anterior.

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