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Rio busca mais recursos do PAC 2 em Brasília

Jornal do Commercio, 07/mar

Niterói já garantiu R$ 292,3 milhões para obras de mobilidade. Verba será aplicada, entre outros projetos, para a construção da linha de BRT Transoceânica

O vice-governador do Rio de Janeiro e coordenador de Infraestrutura, Luiz Fernando Pezão, participou ontem da reunião sobre a nova seleção para projetos do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC), no Palácio do Planalto, em Brasília. Governos estaduais e municipais terão uma verba de aproximadamente R$ 33 bilhões para obras de mobilidade, saneamento e pavimentação.

Entre os municípios fluminenses que receberão os recursos do PAC 2 está Niterói. A cidade terá cerca de R$ 292,3 milhões para investir em obras de mobilidade, como a criação do BRT Transoceânica, que consiste em uma via expressa de aproximadamente 10 quilômetros de extensão, que ligará o Engenho do Mato, na Região Oceânica, a Charitas, na Zona Sul do município.

Na obra aprovada está a construção do Túnel Charitas-Cafubá, com 1,3 quilômetro de extensão para cada uma de suas duas galerias. Ao longo da via serão construídos seis terminais de integração e estações de embarque e desembarque de passageiros. Haverá, também, oito quilômetros de faixas exclusivas e ciclovia.

“Trabalhamos muito em novembro, dezembro e janeiro na elaboração da proposta técnica e nos entendimentos com os ministérios. É uma obra prometida há 40 anos e que agora conta com os recursos para ser realizada”, comentou o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, que esteve na reunião, em Brasília.

Orçamento

Segundo dados do governo fluminense, as administrações estaduais já podem apresentar novos projetos à União para obter os recursos. Serão destinados R$ 16,8 bilhões para saneamento, R$ 7,9 bilhões para mobilidade urbana e R$ 8,2 bilhões para obras de pavimentação.

Na reunião, a presidente Dilma Rousseff, afirmou que o programa tem o objetivo de dar mais infraestrutura para os brasileiros e destacou que o setor de saneamento tem importância vital no PAC. “O Brasil precisa de saneamento para atender ao brasileiro que está saindo da miséria e que precisa de serviços públicos de qualidade. Todos sabem que este é um fator que envolve duas questões fundamentais: saúde e meio ambiente”, afirmou.

Dilma também citou que os projetos de mobilidade urbana também precisam de investimentos e citou como exemplo o teleférico do Complexo do Alemão, considerado por ela como um transporte de massa estratégico. “Além de transportar quem mora lá, o teleférico se transformou em um ponto turístico”, apontou a presidente.

 

 

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