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Petrobrás deve anunciar novo campo gigante

Conhecida como Carcará, área no pré-sal da Bacia de Campos está próxima ao campo produtor de Lula (ex-Tupi) e tem reserva maior do que a esperada

SABRINA VALLE , SERGIO TORRES / RIO – O Estado de S.Paulo

A Petrobrás pode tornar pública, em breve, a existência de mais um campo gigante no País. Próxima ao campo produtor de Lula (ex-Tupi), a área conhecida como Carcará, no pré-sal da Bacia de Santos, revelou descoberta de petróleo em março deste ano e, este mês, a continuação do trabalho exploratório ampliou as expectativas sobre a reserva.

O diretor de Exploração e Produção da petroleira, José Formigli, recusou-se ontem a estimar o potencial do prospecto de Carcará, mas não escondeu o entusiasmo. A possibilidade de confirmação do potencial de Carcará ganha relevância com a definição do novo foco de atuação da Petrobrás, de priorizar a transformação das reservas de petróleo em recursos.

“Há expectativa pelo tamanho da coluna (de perfuração no subsolo marinho). É muita coisa, isso eu posso dizer”, disse o executivo sobre o reservatório.

A recusa em avaliar o quanto pode haver de petróleo em Carcará – situado em área vizinha aos campos gigantes de Lula e Sapinhoá – foi justificada por Fomigli. Para ele, é especulação estimar agora o potencial do prospecto, que será conhecido “em poucas semanas”.

Carcará e Pão de Açúcar, descoberto na Bacia de Campos, apresentam perspectivas bastante favoráveis de desenvolvimento da produção.

Formigli chegou a dizer que Pão de Açúcar “abriu uma nova fronteira em termos de pré-sal”, pois seu volume recuperável supera 700 milhões de barris de óleo.

A política da Petrobrás de transformar as reservas em recursos passa pelo detalhamento dos valores e formas de investimento. O mercado reclama que as reservas precisam se transformar em caixa, e castiga as ações enquanto isso não ocorre. Em entrevista ontem no Estado, o ex-presidente José Sergio Gabrielli reconheceu que a estatal usou as poucas sondas de que dispunha para águas ultraprofundas para procurar petróleo, em vez de produzir.

Várias sondas atrasaram nos últimos anos, levando a companhia a descumprir metas de produção, o que reduziu o valor das ações. Em 2011, seis de dez sondas previstas atrasaram. “Hoje, essas sondas chegaram”, disse Formigli, revelando que serão 40 sondas com 2.000 metros de profundidade até o fim do ano – oito vezes mais do que em 2005.

O foco na produção se traduz em números. Desenvolver a produção no pré-sal e na área da cessão onerosa custará US$ 60 bilhões entre 2012 e 2016. Para procurar petróleo nessas áreas, a companhia investirá bem menos: US$ 8 bilhões. Incluindo todas as áreas, a produção levará US$ 90 bilhões. A exploração e busca de novas áreas, US$ 25,4 bilhões.

Sondas. Formigli anunciou o cronograma de entrega das 33 primeiras sondas de águas ultraprofundas fabricadas no Brasil, por US$ 800 milhões cada. Com o atraso na assinatura de contratos, a Petrobrás descarta o início da entrega em 2015, como previsto anteriormente. Até 2020 chegarão de seis a nove por ano.

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