Felsberg Advogados
Home | Pesquisa aponta preconceito de recrutadores com desempregados
Publicações

Pesquisa aponta preconceito de recrutadores com desempregados

Valor

Arranjar um novo trabalho estando desempregado pode ser um desafio maior do que sair de uma vaga para outra – pelo simples fato de estar sem emprego.

É o que indica uma série de estudos realizados nos Estados Unidos por professores da escola de negócios Anderson, da Universidade da Califórnia (UCLA), e da Universidade do Estado de Nova York em Stony Brook.

Os pesquisadores descobriram que recrutadores têm uma predisposição a considerar candidatos empregados melhores do que os desocupados, mesmo quando suas habilidades são exatamente as mesmas.

Em uma série de estudos, participantes receberam os mesmos currículos e entrevistas em vídeo de candidatos fictícios a uma vaga de emprego.

Em alguns casos, o material indicava que o profissional estava sem trabalhar no momento, e em outros, que estava empregado. Em todos os casos, os participantes deram preferência para os candidatos empregados.

No caso dos currículos, aqueles que indicavam que estavam desempregados foram considerados menos competentes, entusiasmados e proativos.

O mesmo ocorreu quando os participantes assistiram a mesma gravação de uma entrevista – os recrutadores que foram informados que o candidato estava empregado consideraram o vídeo mais impressionante do que os que acharam que o profissional estava sem trabalho.

“Nós descobrimos que as pessoas costumam fazer associações negativas com aqueles que estão desempregados, o que frequentemente leva a uma discriminação injusta”, explica Margaret Shih, professora da escola de negócio californiana.

Outra descoberta foi que o motivo da saída do trabalho anterior – se os profissionais deixaram o cargo por vontade própria ou se foram demitidos – não influenciou a percepção dos recrutadores.

“Ficamos surpresos em ver que os termos em que a pessoa deixou o emprego anterior não importavam. Candidatos que disseram que saíram do trabalho voluntariamente enfrentaram o mesmo tipo de estigma daqueles que disseram que foram demitidos”, diz Geoffrey Ho, um dos autores do estudo, também da UCLA Anderson.

A única situação em que a desvantagem de estar desempregado foi ignorada, segundo os pesquisadores, apareceu quando forças completamente externas ao candidato o deixaram sem emprego, como no caso de a empresa ter ido à falência.

Topo Voltar