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Peso de OGX no Ibovespa pode dobrar em maio

A ação da OGX, uma das principais responsáveis pela forte baixa da bolsa no primeiro trimestre, terá influência ainda maior sobre o Ibovespa a partir do mês que vem. A primeira prévia da carteira teórica do índice para o período de maio a agosto, que a BM&FBovespa divulgará na manhã de hoje, deve mostrar o papel da petroleira de Eike Batista com quase o dobro da participação atual no principal indicador da bolsa brasileira.

Analistas estimam que o papel terá um peso de quase 5% na nova carteira do Ibovespa, ante os 2,67% na atual. Como OGX ON recuou 47,3% no primeiro trimestre, o ativo foi responsável por 1,3 ponto percentual da perda de 7,5% do Ibovespa no período. Se a novo peso do papel no índice já estivesse valendo, a queda da bolsa no trimestre teria chegado a 8,6%.

O Ibovespa deverá ganhar duas novas ações, passando a contar com 71 ativos, segundo as estimativas feitas por analistas do BTG Pactual, HSBC, Itaú e Santander. A principal candidata a ingressar no índice é a ação ON da empresa de investimento em imóveis comerciais BR Properties. O papel ON do Bradesco também tem chances de aparecer nesta prévia. Hoje, só a ação PN do banco está no índice.

“Esperamos a adição de BR Properties, com um peso potencial de 0,72% e impacto de 4,6 dias de negociação em pregão, e Bradesco ON, com um peso potencial de 0,66% e impacto de 2,1 dias”, afirma Renata Cabral, do Santander. Vale ficar atento também às variações de participação das principais ações do índice nesta prévia.

Os analistas acreditam que Petrobras PN, Vale ON e Vale PNA e PDG Realty ON – que estão entre as dez ações de maior importância no indicador – perderão peso, enquanto Bradesco PN, Pão de Açúcar PNA, CCR ON e BR Malls ON deverão ter maior fatia dentro do Ibovespa.

O setor que provavelmente ganhará maior representatividade no Ibovespa é o de petróleo, com aumento de até 2%, segundo cálculos dos analistas. “Mais uma vez, esse avanço é diretamente ligado ao aumento de peso de OGX. A forte movimentação com papéis da empresa vai elevar o peso da ação para 4,8%”, estimam os analistas Carlos Constantini e Pedro Luiz Maia, do Itaú BBA. Nas contas do Santander, a fatia de OGX pode chegar a 4,85%, com impacto de 1,5 dia no fluxo de negócios da bolsa. “Ao lado de BR Properties, as ações da OGX devem ser os principais destaques do rebalanceamento da carteira do Ibovespa”, observam os analistas do BTG.

Renata, do Santander, chama atenção para a movimentação dos fundos atrelados ao Ibovespa nos próximos pregões em função dos ajustes na carteira teórica. “Os fundos indexados terão que ajustar suas carteiras, desencadeando aumentos ou quedas nos preços das ações no curto prazo. Atualmente, R$ 22,5 bilhões (US$ 10,9 bilhões) estão alocados em fundos que adotam o Ibovespa como referência. Isso significa que cada 100 pontos-base (1%) de variação representa um fluxo de R$ 225 milhões”, explica a analista.

Além da prévia de hoje, a Bovespa divulgará outras duas, nos dias 16 de abril e 3 de maio. A nova carteira teórica do índice entrará em vigor no dia 6 de maio.

O Ibovespa fechou sexta-feira em alta de 0,57%, aos 56.352 pontos. Mas terminou março com perda de 0,61% no mês e queda de 7,55% no primeiro trimestre. Foi o pior começo de ano desde 1995, quando houve a crise do México 

Valor Econômico de 1.4.2013.

 

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