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Perdas com royalties podem pressionar orçamento do Rio, alerta agência de risco

Em nota, Fitch diz que pode rever nota de crédito do estado

Fonte: O globo – 13 de março de 2013

RIO e SÃO PAULO – Com a iminente perda bilionária de receitas após a redistribuição dos royalties do petróleo, o estado do Rio recebeu nesta terça-feira o primeiro alerta de uma agência de classificação de risco. A Fitch informou que, se o estado não conseguir compensação financeira às perdas dos royalties, pode ter rebaixada a nota de crédito pela instituição. O rating atual é ‘BBB-’ em moeda estrangeira e local de longo prazo, o mínimo para ser grau de investimento.

“Caso o Estado do Rio seja incapaz de compensar perdas de royalties de petróleo, a lenta recuperação do desempenho orçamentário do estado poderá ser pressionada, o que irá gerar impactos negativos em sua capacidade de pagamento de dívida financeira. A Fitch irá revisar a situação financeira do estado após maior clareza sobre as potenciais perdas e medidas de recuperação que poderão ser tomadas. O enfraquecimento do perfil financeiro do Estado do Rio pode levar a uma ação de rating negativa”, disse a agência.

O texto lembra que cálculos preliminares indicam que a decisão do Congresso implicará perdas de ao menos R$ 1,6 bilhão em 2013, o que corresponde a cerca de 4% da receita total do estado.

Procurada pelo GLOBO, a agência Standard & Poor’s (S&P) afirmou que não está prevista revisão no rating do estado, que atualmente é ‘BBB-’. Na noite de nesta terça-feira, a S&P divulgou relatório no qual diz esperar que “o Rio de Janeiro tome medidas necessárias, como reduzir despesas de capital, para responder à queda nas receitas” e completa garantindo que “a suspensão de pagamentos envolvendo a disputa sobre os royalties também não afeta o rating do estado”. A Moody’s, por sua vez, informou que não avalia o estado.

Para especialistas, uma piora de rating pode prejudicar a negociação de empréstimos.

— Um rebaixamento de rating cria maior dificuldade para negociar empréstimos — diz François Bremaeker, economista da Associação Transparência Municipal.

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