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OGX negocia transferência de áreas da 11ª Rodada

Fonte: Valor Econômico, Por Ivo Ribeiro e Cláudia Schuffner | De São Paulo e Rio, em 05/07/2013 às 00h00

 

Em crise e em estágio de desmantelamento, a petroleira OGX não vai conceder, de caixa próprio, as garantias para as diversas concessões que ganhou durante a 11ª Rodada realizada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), em maio, segundo apurou o Valor.

A OGX buscará transferir essas concessões para outras petrolíferas, que, na prática, vão ser responsáveis pelas garantias e depois vão assumir os compromissos exploratório dos blocos.

Para assegurar seus direitos à assinatura dos contratos, como diz a regra da ANP, terá que oferecer garantias sobre os R$ 700 milhões que se comprometeu a investir nas áreas. Essas garantias, relativas ao Programa Exploratório Mínimo (PEM) e que abrangem treze blocos adquiridos, poderão ser feitas na forma cartas de crédito, seguro garantia ou penhor petróleo.

O Valor apurou que a companhia de Eike Batista não tem condições de levantar essas garantias na atual situação de dificuldades e que já existem conversações com grandes petrolíferas para acordos de transferência das concessões. A OGX se associou à ExxonMobil e à Total no leilão, e também é sócia da malaia Petronas e da Queiroz Galvão QGEP.

Sem as garantias e sem o pagamento dos bônus – R$ 376 milhões, em dinheiro, no início de agosto -, os contratos das áreas arrematadas sequer serão assinados na ANP. Caso isso ocorra, o órgão regulador do setor vai oferecer as concessões para a segunda melhor proposta no leilão.

Durante a 11ª Rodada, a petrolífera foi responsável pelo terceiro maior número de blocos arrematados, atrás apenas da Petrobras e da Petra. A OGX levou treze blocos em águas profundas e em terra. Em três deles tem parceiros. Com a ExxonMobil, com 50%, em um bloco offshore na bacia Potiguar e em outro na bacia do Ceará, nos quais a sócia é a operadora. Tem ainda participação de 30% em outro bloco na bacia do Ceará operado pela Total (com 45%), e do qual a QGEP tem outros 30%.

A empresa de Eike também arrematou dez blocos sozinha, sendo quatro em terra, na bacia do Parnaíba (Maranhão). Ali, a OGX Maranhão já produz gás usado pelas térmicas da elétrica MPX, que é sua sócia. A MPX acaba de sair do guarda-chuva do grupo EBX, passa a ser comandada pela alemã E.ON e vai trocar o nome.

Logo depois do leilão foi anunciado acordo de repasse de participação de 50% nos blocos do Parnaíba para a MPX. Foram quatro blocos exploratórios terrestres.

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