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OGX diz que recursos de venda de blocos garantem compromissos

Petrolífera de Eike Batista vai pagar US$ 449 milhões para a OSX.
OGX prestou esclarecimentos após questionamento da CVM.

Fonte: G1, 03/07/2013, São Paulo

A OGX, petrolífera do empresário Eike Batista, informou nesta quarta-feira (3) que, apesar do desembolso de US$ 449 milhões para a OSX – outra empresa do grupo do empresário –, a companhia terá recursos para honrar seus compromissos no médio prazo.

“A companhia acredita que não obstante o desembolso atual, a perspectiva do recebimento do valor devido pela cessão de uma participação de 40 por cento nos Blocos BM-C-39 e BM-C-40 tem condições de assegurar recursos necessários para que possa honrar com os seus compromissos de médio prazo”, disse a OGX em nota, após questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A venda de participação de 40% nos blocos da Bacia de Santos para a companhia estatal malaia Petronas foi anunciada em maio pelo valor de US$ 850 milhões.

A OGX afirmou ainda nesta quarta que, na medida em que seja necessário caixa adicional, a companhia poderá ainda exercer a opção outorgada pelo seu acionista controlador de aportar até US$ 1 bilhão na petrolífera, destaca a agência Reuters.

Histórico
Na segunda-feira, a OGX informou que os poços atualmente em operação no campo de Tubarão Azul não terão sua produção aumentada e poderão parar de produzir ao longo de 2014.

“A companhia concluiu que não existe, no momento, tecnologia capaz de tornar economicamente viável o desenvolvimento dos campos de Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia. Diante desse fato, a companhia submeterá à ANP requerimento no sentido de suspender o desenvolvimento dos campos acima indicados”, dizia o comunicado.

Em função das mudanças de planos, a OGX decidiu interromper a construção, pela OSX, de cinco plataformas. A petroleira disse ainda que o aluguel pelo afretamento do FPSO OSX-1, plataforma conectada ao campo de Tubarão Azul, continuará a ser pago à OSX.

Classificação de risco
Após o anúncio, as principais agências de classificação de risco passaram a rebaixar a nota de crédito da petrolífera de Eike Batista. A Moody’s rebaixou o rating da OGX de B2 para CAA2 com perspectiva negativa. Essa nota indica alto risco de calote, segundo a escala.

A Standard & Poor’s (S&P) rebaixou a nota de crédito da petroleira em dois degraus, de ‘B-‘ para ‘CCC’ – nível considerado como um grau de alto risco de inadimplência segundo a escala.

Em meados de junho, a Fitch já havia reduzido as notas de crédito da OGX. As notas de curto prazo foram rebaixadas de “B-” para “CCC”, enquanto as de longo prazo caíram de “BB+” para “CCC”. As notas indicam alto risco de inadimplência.

Na véspera, a empresa norte-americana de gestão de risco Kamakura informou que o número de empresas no mundo com perigo de não honrar o pagamento de dívidas subiu no mês passado. A empresa colocou a petroleira brasileira OGX em terceiro na lista de maiores ameaças de calote aos credores.

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