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OGX acumula prejuízo de 130% com poços secos

Apesar do resultado negativo de R$ 1,2 bilhão, em 2012, petroleira já atingiu 50% do total de venda de barris de petróleo do ano passado

Redação NNpetro – Quarta-feira, 27 Março, 2013 – 09:53

A OGX, petroleira do grupo de Eike Batista, tenta recuperar o prejuízo de 2012. O saldo negativo foi de R$ 1,2 bilhão, 130% superior ao registrado em 2011. Ao longo de 2012, a companhia vendeu 2,4 milhões de barris de petróleo, distribuídos em quatro diferentes cargas. Só no primeiro trimestre deste ano, a OGX já vendeu 1,2 milhão de barris, 50% do resultado do ano anterior, distribuídos em duas cargas.

Para aumentar a produção, a empresa conectou o terceiro poço produtor no Campo de Tubarão Azul e perfurou seis poços produtores no Campo de Tubarão Martelo, também na Bacia de Campos. O primeiro poço deverá entrar em produção no final de 2013, após a chegada do FPSO OSX-3. Segundo o presidente-executivo da empresa, Luiz Carneiro, os níveis de produção dos dois primeiros poços produtores no Campo de Tubarão Azul estabilizaram em 5 mil barris por dia no ano passado. “Continuamos absolutamente concentrados na otimização do volume total recuperável do campo de acordo com as melhores práticas da indústria”, ressalta.

O campo de Tubarão Azul foi uma das maiores apostas da companhia e também um dos principais motivos da derrocada imposta à cotação de suas ações a partir de junho do ano passado, quando começaram a ser revistas as estimativas de reservas recuperáveis, fixadas inicialmente em 110 milhões de barris. A produção média diária nos 13 meses de produção foi de 10,2 mil barris por dia em dois poços. O terceiro poço no campo “ainda não teve sua produção estabilizada”, segundo informou a empresa.

A OGX realizou também neste ano a completação inferior de seis poços produtores no Campo de Tubarão Martelo, além das descobertas de petróleo em Tulum e Viedma, também da Bacia de Campos. Recentemente, a empresa declarou mais três campos comerciais: Tubarão Tigre e Tubarão Gato, na acumulação de Pipeline e Tubarão Areia, na acumulação de Fuji-Illimani.

De acordo com nota, a petrolífera irá perfurar dois prospectos na Bacia do Espirito Santo em 2013, em conjunto com a Perenco, operadora dos blocos, e dez poços na Bacia do Parnaíba, além de iniciar a perfuração do primeiro poço de desenvolvimento no Campo de Atlanta (Bloco BS-4) no 2S13.

Poços secos

A empresa atribuiu o resultado negativo do ano passado principalmente à perfuração de poços exploratórios que se revelaram secos ou subcomerciais. As despesas com essas áreas chegaram a R$ 691 milhões. A petroleira citou áreas na Bacia de Santos e na Bacia do Espírito Santo que foram devolvidas à ANP, após campanha exploratória frustrada. “Desse montante, R$ 213 milhões referem-se às despesas previamente capitalizadas no bloco BM-S-29, que foi devolvido em agosto de 2012, e R$20 milhões referem-se às despesas capitalizadas no bloco BM-ES-38, devolvido em outubro de 2012. O saldo restante é referente a poços identificados como secos ou subcomerciais.

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