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Novo edital reduz riscos para investidor na Linha 6, diz presidente do metrô de SP

linha_6_-_laranjaAs mudanças realizadas no novo edital de licitação da Linha 6 – Laranja do metrô de São Paulo reduzirão os riscos – sobretudo para as companhias estrangeiras interessadas no projeto, afirmou ontem o presidente da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), Luiz Antônio Carvalho Pacheco. Segundo ele, a principal alteração no edital se refere às desapropriações necessárias para a realização das obras. O governo paulista modificou o documento para assumir integralmente o custo de desapropriações e reassentamentos.

“Temos expectativas que grupos internacionais participem dessa licitação e eles não têm experiência nem em desapropriação nem em reassentamento. Essa questão afugentou o empresariado internacional na primeira tentativa de licitação. Quem está aqui no Brasil sabe como isso funciona, mas o estrangeiro não tem esse conhecimento”, disse Pacheco, antes de participar de evento sobre mobilidade sustentável, promovido pela Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Metrô.

O presidente do Metrô ressaltou que trabalhou junto ao governo de São Paulo para que fossem incorporadas à licitação as mudanças solicitadas pelas empresas. A primeira tentativa de licitação, feita em julho, fracassou por falta de interessados. “Para o governo, não é tão difícil assumir o ônus das desapropriações”, disse Pacheco.

Estima-se que as desapropriações custem entre R$ 650 milhões e R$ 700 milhões. O novo edital será publicado na sexta-feira, dia 13, e as propostas deverão ser entregues em 31 de outubro. Além da desapropriação, outra alteração, segundo Pacheco, foi a correção dos preços do projeto, atualizados até agosto deste ano pelo INCC. A alta do dólar, de acordo com ele, não teve influência sobre a correção dos valores.

Segundo Pacheco, que assumiu a presidência da companhia há três meses, o Metrô de São Paulo vai dobrar de tamanho nos próximos sete anos. Atualmente, o sistema conta com 65 quilômetros de vias instaladas e deverá superar os 150 quilômetros até o fim desta década. Para o presidente do Metrô, as manifestações de junho evidenciaram a necessidade de se ofertar transporte público de maior qualidade a um custo mais baixo à população.

O presidente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), Ailton Brasiliense Pires, que também participou do evento, disse que a ampliação do sistema de transporte público precisa focar na melhoria da qualidade de vida urbana e deve envolver um estudo do ambiente, do tempo de deslocamento e da qualidade de como se viaja.

“É possível e necessário ampliar o transporte público, que é também um modo de qualificar a vida urbana”, disse Pires, afirmando que um ônibus tira 40 automóveis de circulação, enquanto um trem tira mil veículos das ruas. Ressaltou, no entanto, a necessidade de se utilizar o modelo mais adequado para cada tipo de demanda.

Segundo Pires, não se constrói uma linha de metrô para transportar apenas 10 mil passageiros. Para isso, o corredor de ônibus é mais indicado. O metrô é a forma mais barata de transporte quando há número elevado de passageiros, disse o presidente da ANTP.

Fonte: Valor Econômico de 11.9.2013.

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