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Mundo novo para o investidor

O Globo, Suplemento Especial, 29/Nov

Juros decrescentes indicam que a hora é de diversificar e até ousar

A queda dos juros reais trouxe um mundo novo para o investidor pessoa física. Nesse cenário, os especialistas são praticamente unânimes em dizer que, nos próximos anos, será preciso correr um pouco mais de risco para obter retorno maior sobre o dinheiro aplicado. Ricardo Correa, da Ativa Corretora, vai além: “agora é necessário se empenhar mais na análise dos investimentos, diversificar, não ficar restrito à poupança ou aos fundos tradicionais oferecidos pelos bancos de varejo”, diz o executivo. Para ele, essa nova conduta é essencial não só para ganhar mais como para não perder da inflação.

Empresas administradoras de planos de previdência privada aberta, destino de boa parte dos recursos de quem planeja uma aposentadoria tranquila, já estudam oferecer opções mais agressivas de investimentos para garantir aos clientes rentabilidade maior sobre a reserva acumulada, de modo a adequar o setor ao cenário de taxas de juros de um dígito.

Uma estratégia para cada perfil – Cada pessoa tem uma alocação de risco ideal, mas analistas recomendam que os investidores pessoa física façam pelo menos duas opções básicas para montar uma estratégia de investimentos: ações e poupança. Para os mais conservadores, a dica é manter até 80% do patrimônio em renda fixa, desde que haja empenho em identificar boas oportunidades e atenção para as informações passadas pelos gestores dos fundos. Para os empreendedores, uma alternativa é apostar em uma franquia, aproveitando as facilidades de investir em uma marca ou produto já consolidados.

Especialistas também identificam no mercado imobiliário novas e rentáveis oportunidades, especialmente no Rio de Janeiro, que vivência momento de muitos lançamentos. Seja para alugar, morar ou investir, a compra de imóvel desponta como uma boa alternativa para quem pode evitar financiamentos longos, de custo mais alto.

Merece destaque o crescimento dos fundos imobiliários que, entre outras vantagens, garantem isenção do Imposto de Renda. Esses fundos permitem às pessoas físicas aproveitarem o boom de unidades hoteleiras e shoppings na cidade, com a segurança da gestão profissional, sem que o investidor precise lidar diretamente com inquilinos ou lojistas.

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