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Meta da Best Western é ter 50 hotéis até 2016

Valor Econômico, Marta Nogueira, 05/dez

A Best Western, uma das maiores redes hoteleiras do mundo, prevê estampar a sua marca em até dez novos hotéis no Brasil em 2013. O número é superior aos cinco lançamentos feitos ao longo deste ano. Os empreendimentos são fruto de uma estratégia traçada em parceria com a construtora capixaba Incortel, firmada em dezembro de 2011, que prevê acrescentar 30 hotéis à rede no país até 2016. Somando os 20 hotéis que já levam a bandeira da Best Western no país com outros parceiros, serão ao todo 50 empreendimentos com a marca da americana. Os novos hotéis serão administrados pela operadora Hotelaria Brasil.

No contrato firmado com a Incortel, a capixaba arca com o custo da construção dos hotéis, que variam em média de R$ 30 milhões a R$ 40 milhões para cada empreendimento, já montados e equipados. Além disso, a construtora é responsável por identificar os locais onde há potencial, comprar o terreno, desenvolver o projeto e procurar investidores que apostem no empreendimento. São hotéis para investimento, no sistema de cotas, onde os investidores podem comprar 100%, 50% ou 25% das cotas. Com o hotel já consolidado, a expectativa de retorno para esse investimento é de cerca de 1% ao mês.

Richard Rehwaldt, diretor da Best Western para a América do Sul, afirmou ao Valor que o Brasil é o principal foco da companhia na América do Sul, junto com a Colômbia. O executivo revelou que a empresa planeja a abertura de um escritório em solo brasileiro no primeiro semestre de 2013, provavelmente em São Paulo. Atualmente, a empresa tem apenas um escritório na América do Sul, em Lima, no Peru, onde o executivo fica sediado. Segundo Rehwaldt, o Brasil representa 40% do faturamento da empresa na América do Sul. “Devemos chegar pelo menos a 50% nos próximos quatro ou cinco anos”, disse Rehwaldt. A companhia não revela números regionais.

Os cinco hotéis lançados este ano, no país, somam um total de 555 quartos e vão gerar, em operação, cerca de 400 empregos diretos e mais 750 indiretos. Eles ficam nas cidades de Linhares (ES), Rio Branco (AC), Belo Horizonte (MG) e dois na cidade do Rio de Janeiro: Copacabana, na Zona Sul, e Tijuca, na Zona Norte. O valor geral de vendas (VGV) dos hotéis somou R$ 250 milhões.

Segundo Rehwaldt, a expectativa para 2013 é acrescentar mais de mil quartos no país, com potencial de R$ 400 milhões em vendas. Para o primeiro semestre de 2013, já estão programados três lançamentos: dois na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro e outro em Itaguaí, no interior do Estado do Rio. Também estão previstos empreendimentos em Campos (RJ), São Paulo (SP), Palmas (TO) e em Brasília (DF).

As companhias olham com atenção o desenvolvimento econômico do Estado do Rio de Janeiro. Segundo Maria Cecilia Zon Rody, diretora da Incortel, além da Copa do Mundo e da Olimpíada, o mercado tem grande potencial voltado para a indústria do petróleo. Na semana passada, as companhias lançaram o último hotel do ano em Copacabana, na Rua Barata Ribeiro. Em apenas um dia o empreendimento foi totalmente vendido, com VGV de cerca de R$ 60 milhões. Com um total de 221 quartos, as obras começam em janeiro e o hotel será entregue em junho de 2015.

Segundo Cecília, a ocupação estimada para o novo hotel em Copacabana é de 75% a 80% até o fim do segundo ano de operação. “Dados históricos do Rio de Janeiro mostram que esses números são bastante conservadores. O Rio de Janeiro tem hoje em média 88% de taxa de ocupação”, disse Cecilia Zon. “Hotelaria do Rio hoje é muito boa e no curto e médio prazo continua”, frisou.

Atualmente, a Best Western tem 4.400 hotéis, em 100 países, sendo 120 hotéis na América Latina. Até 2021, Rehwaldt diz acreditar que a empresa tenha 200 empreendimentos na América Latina. “O Brasil será o grande responsável por esse crescimento”, disse. A central de reservas de diárias da Best Western gerou, em 2011, no mundo, um total de US$ 1,1 bilhão pelos canais da rede.

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