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Maioria das estreantes opera em alta

A maior oferta inicial de ações realizada no mundo todo neste ano foi também uma das mais bem-sucedidas no mercado brasileiro. As ações da BB Seguridade acumulam alta de 42,45% desde que foram lançadas, em abril.

Dentre as companhias que abriram o capital em 2013 no país, os papéis da seguradora do Banco do Brasil só perdem para as ações da fabricante de software Linx, que subiram 80,36% desde que foram lançadas, em fevereiro, e para as da empresa de milhagens Smiles, com valorização acumulada de 47,83%.

O sucesso dessas três operações, diferentes entre si, reforçou a avaliação de alguns banqueiros e investidores segundo a qual é a história da empresa – e não o tamanho da captação – que determina o sucesso de um IPO.

O momento também ajudou. Todas elas saíram até abril, antes que as condições de mercado piorassem drasticamente.

“A janela foi muito importante. Se nossa oferta tivesse sido no segundo semestre, [o cenário] poderia ter afetado”, observa Werner Romera Suffert, gerente de controladoria, finanças e relações com investidores da BB Seguridade. “A gente se orgulha de ter feito a maior transação do mundo em 2013. É positivo para o mercado brasileiro e também para o mercado de seguros.”

De acordo com Suffert, a oferta foi importante para dar mais transparência aos objetivos da seguradora e agregou à empresa a visão de outros acionistas.

De forma geral, o saldo do ano foi positivo. Dentre as 12 empresas que fizeram suas ofertas iniciais ou reestrearam na bolsa neste ano, apenas quatro mostram perda na variação acumulada do preço das ações. São elas: Biosev (sucroalcooleira), Senior Solution (tecnologia da informação), Alupar (energia) e CVC (turismo).

Além da Votorantim Cimentos, o cenário delicado levou outras candidatas a suspender seus planos de ir à bolsa. A rede de lojas de veículos usados AutoBrasil, a empresa de rastreamento de veículos Sascar, as locadoras de automóveis Unidas e Ouro Verde e a companhia aérea Azul congelaram suas operações. No caso desta última, o motivo foi uma discussão, na Comissão de Valores Mobiliários, sobre a estrutura de capital da companhia.

 

Fonte: Valor Econômico de 27.12.2013.

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