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Lucro da Vale cai 48,3% e totaliza R$ 5,3 bilhões

Fonte: Brasil Econômico

Ganhos foram impactados pela desvalorização do real contra o dólar, informou a empresa; nos dados expressos na moeda americana, lucro caiu 58,7% e ficou abaixo do esperado.

A Vale divulgou os números do segundo trimestre nesta quarta-feira (25/7), mostrando um declínio de 2,3% na receita operacional, que totalizou R$ 23,91 bilhões. No ano anterior, a cifra havia sido de R$ 24,48 bilhões.

Com impactos contábeis, o lucro líquido da Vale recuou 48,3% na base de comparação anual, passando de R$ 10,28 bilhões para R$ 5,31 bilhões.

“O lucro líquido sofreu forte impacto contábil não caixa decorrente da desvalorização do real, nossa moeda funcional para fins contábeis, contra o dólar americano”, informou a mineradora em suas demonstrações financeiras. De acordo com a Vale, a variação monetária e cambial reduziu o lucro em R$ 3,46 bilhões.

Apesar das quedas nos principais indicadores financeiros, a Vale considerou seu desempenho “robusto”, “em face aos desafios de um ambiente de preços mais baixos e os problemas operacionais em ativos de metais básicos e carvão”.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 10,09 bilhões, o que representa uma redução de 30,3% frente aos R$ 14,48 bilhões registrados no segundo trimestre de 2011.

Em termos ajustados, excluindo perda ou ganhos na venda de ativos, o Ebitda da mineradora foi de R$ 10,86 bilhões, recuo de 25%.

Receitas e custos

A receita gerada pelos bulk materials, que incluem minério de ferro, pelotas, manganês, ferro ligas, carvão metalúrgico e térmico, representou 73,6% da receita operacional total, enquanto os metais básicos representaram 14,6%, os fertilizantes 7,6%, logística 3,3% e outros produtos 0,9%.

O minério de ferro sozinho representou 53,6% da receita operacional total, somando R$ 12,82 bilhões.

As vendas para a Ásia continuam representando mais da metade da fonte de receitas da Vale, correspondendo a 51,5% do total, ou R$ 12,31 bilhões. Somente a China foi responsável por gerar receita de R$ 7,55 bilhões. Em seguida vêm América do Sul (20,7%), Europa (19%), América do Norte (5,6%), Oriente Médio (2,2%) e resto do mundo (1%).

O custo por produtos vendidos (CPV) aumentou 28,9% na comparação com o segundo trimestre de 2011, atingindo R$ 11,671 bilhões. Já as despesas com vendas, gerais e administrativas dobraram de R$ 694 milhões para R$ 1,21 bilhão.

Investimentos e perspectivas

A Vale ressaltou que, diante da crise nos países desenvolvidos, o crescimento econômico global deve ser liderado pelas economias emergentes, o que deve sustentar uma demanda sólida por minerais e metais. Ao mesmo tempo, a escassez de oferta deve manter os preços de seus produtos em níveis elevados.

“Apesar da recessão na Europa e o desafio da sustentabilidade da dívida enfrentado pelas grandes economias desenvolvidas, acreditamos que a expansão da economia global deverá se acelerar gradualmente nos próximos trimestres. Apesar da expectativa de que o PIB e a produção industrial global cresçam a um ritmo menor nos próximos cinco anos do que o observado nos cinco anos que precederam a Grande Recessão de 2008/2009, a atividade econômica global continuará robusta”, afirmou a Vale.

A empresa reportou investimentos de US$ 4,29 bilhões no segundo trimestre deste ano, sendo que US$ 2,86 bilhões foram destinados à execução de projetos, US$ 396 milhões à pesquisa e desenvolvimento e US$ 1,03 bilhão à sustentação das operações existentes.

Resultados em dólares

Junto com o balanço em reais, a Vale também divulgou seus números na moeda americana. A receita operacional no segundo trimestre caiu 20,8%, para US$ 12,15 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado caiu 43,6%, para US$ 5,12 bilhões. O lucro líquido, por sua vez, caiu 58,7%, para US$ 2,66 bilhões.

O resultado ficou 33% abaixo da expectativa dos analistas do HSBC, de lucro de US$ 3,969 bilhões. O banco também estimava receita maior, de US$ 13,673 bilhões, e Ebitda de US$ 7,062 bilhões.

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