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Integração da bolsa põe R$ 20 bi no mercado

A BM&FBovespa se prepara para assinar um “cheque” de até R$ 20 bilhões para o mercado. O valor, que será desembolsado em um único dia, corresponde à parcela das garantias exigidas dos investidores e que hoje estão depositadas na bolsa. A liberação desses recursos, que terá o efeito prático de ampliar a liquidez do sistema financeiro, faz parte do processo de integração das câmaras de compensação da bolsa, a terceira maior do mundo por valor de mercado.

A primeira etapa da integração, que trata das operações com derivativos, está prevista para 9 de junho, caso seja aprovada pelo Banco Central. A nova clearing integra o programa de investimentos de R$ 1,5 bilhão, cuja conclusão está prevista para o fim do ano. O projeto inclui nova plataforma de negociação, que já está em atividade desde 2013, e um centro de processamento de dados que abrigará a infraestrutura tecnológica da companhia a partir de 2015.

“O Banco Central inovou com o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) em 2002, quando o sistema financeiro passou a compensar e a liquidar operações eletronicamente em tempo real, mas estamos dando um passo à frente”, afirma o presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, que chama atenção para o fato de a bolsa brasileira ser a primeira no mundo a trabalhar com uma única clearing para todos os ativos. “Vamos integrar, unificar as quatro câmaras de compensação e liquidação”, informa.

A expectativa é que bancos e corretoras tenham ganho de eficiência, redução de custos e a chance de participar de todos os mercados, atendendo a requerimentos de capital adequados ao porte e ao risco de cada um. Inclusive porque um novo sistema de gerenciamento de riscos passará a considerar a posição líquida de todo o portfólio do investidor.

A bolsa, que também é uma empresa de capital aberto com ações listadas no pregão, tem sentido os efeitos da desaceleração econômica. A redução dos volumes negociados nos mercados afeta as receitas da companhia e se reflete nas cotações. Quem também sentiu os efeitos das mudanças ocorridas nos últimos anos foram as corretoras. A bolsa atua para transformar a atividade de intermediação de ativos, com o objetivo de recuperar a rentabilidade das corretoras e de outros participantes do mercado.

Fonte: Valor Econômico de 24.4.2014.

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