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IGP-M registra deflação de 0,03% em novembro, diz FGV

Valor Econômico, Ana Conceição, 29/Nov

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou deflação de 0,03% em novembro, ante alta de 0,02% em outubro, informou nesta quinta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador é usado como base para reajustar contratos, como os de aluguel.

Em novembro de 2011, a variação foi de 0,50%. O indicador acumula alta de 7,09% no ano e de 6,96% em 12 meses. O IGP-M foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 de outubro e 20 de novembro.

A leitura do indicador ficou acima da média de -0,08% apurada por dez consultorias e instituições financeiras consultadas pelo Valor Data. As estimativas variaram de estabilidade a recuo de 0,17%.

Dentre os componentes do IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) – com peso de 60% – registrou deflação de 0,19% em novembro, ante queda de 0,20% em outubro. O IPA de produtos agropecuários recuou 0,41%, ante deflação de 0,57% no mês passado. O IPA de produtos industriais passou de queda de 0,05% para recuo de 0,10%.

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) – com peso de 30% no IGP-M – registrou inflação de 0,33% em novembro, ante 0,58% em outubro. A principal contribuição para a queda da taxa partiu do grupo alimentação, que saiu de alta de 1,08% para avanço de 0,08%. Nesta classe de despesa, a FGV destaca o comportamento dos itens carnes bovinas (de 3,05% para -1,06%), hortaliças e legumes (de -6,34% para -11,98%) e arroz e feijão (de 6,36% para 1,91%).

Também registraram variações menores outras três classes de despesa: comunicação (de 0,69% para 0,08%), vestuário (de 0,82% para 0,77%) e despesas diversas (de 0,41% para 0,20%). Os itens que mais contribuíram para esses movimentos foram tarifa de telefone móvel (de 1,72% para 0,73%), roupas (de 0,73% para 0,67%) e serviço religioso e funerário (de 1,42% para 0,23%).

Em contrapartida, os grupos educação, leitura e recreação (de 0,18% para 0,50%), transportes (de 0,21% para 0,25%), saúde e cuidados pessoais (de 0,48% para 0,50%) e habitação (de 0,46% para 0,47%) aceleraram. Para essas classes de despesa os destaques foram excursão e tour (de -2,02% para 1,67%), gasolina (de 0,53% para 0,90%), medicamentos em geral (de 0,07% para 0,32%) e tarifa de eletricidade residencial (de -0,07% para 0,97%), respectivamente.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em novembro inflação de 0,23%, abaixo do resultado de outubro, de 0,24%. O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços registrou variação de 0,22%, ante 0,49% no mês anterior. O custo da mão de obra subiu 0,24%. Na apuração referente ao mês anterior, o índice variou 0,01%.

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