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Ibovespa sobe e investidor vive em clima de 'agora vai'

O bom humor começou no exterior. Na quinta-feira, véspera de feriado nacional, as principais bolsas de valores americanas e europeias registraram altas significativas. O S&P 500, por exemplo, subiu mais de 2%, aos 1.432,12 pontos, máxima do ano e recorde desde 3 de janeiro de 2008. “O comportamento do S&P 500 na quinta-feira foi um sinal bem positivo para o mercado”, diz o analista técnico da Citi Corretora, César Crivelli.

O Ibovespa acompanhou a euforia e avançou 2,56% no último pregão, aos 58.321 pontos. Na semana, a alta foi de 2,21%. Mas qual o limite para o avanço do índice? Essa é uma dúvida natural do investidor, após um longo período de ameaças de consolidação do movimento de alta, que não se firmou. Crivelli recorre às teorias do matemático Leonardo Fibonacci para responder essa questão. Ele explica que do último topo do índice, aos 60 mil pontos, aproximadamente, até os 56.200 pontos, houve correção de 50% do movimento de alta iniciado em julho, o que, em sua avaliação, indica perspectiva positiva.

Outro sinal favorável, segundo o analista da Citi Corretora, foi o rompimento da Média Móvel Exponencial de 21 dias (MME21), que na quinta-feira estava em 57.617 pontos.

Para Igor Graminhani, analista técnico da WinTrade, o fato de o índice ter “encostado”, entre junho e julho, nada menos que sete vezes em 56.200 pontos, que é o suporte (espécie de piso que, ao ser rompido, indica tendência negativa) imediato e refere-se à Média Móvel Aritmética (MMA) de 50 dias, torna o cenário ainda mais positivo para o Ibovespa. “Como testou esse patamar algumas vezes sem rompê-lo, acredito que o índice buscará a resistência de 58.745 pontos”, diz. As próximas resistências (patamares que funcionam como tetos e são difíceis de romper) são de 60.200, 60.750 e 62.782 pontos. Por outro lado, se o índice cair e romper o suporte de 56.200 pontos, deve buscar os 55.239, em um primeiro momento, e depois os 52.500 pontos.

Entre as ações mais líquidas do índice, o destaque de Graminhani, da WinTrade, é a preferencial classe A (PNA) da Vale, que teve valorização de 4,70% na quinta-feira, a R$ 34,09. Na semana, a alta foi de 2,74%. O movimento levou à confirmação de um W, ou fundo duplo, o que abre oportunidade para compra imediata. O primeiro alvo de lucro da operação é de R$ 35 e o segundo, de R$ 36,44. O “stop loss” (ordem de venda que tem por objetivo limitar perdas) recomendado é de R$ 32,70.

O fundo duplo ocorre após uma tendência de baixa. Ele se forma quando o ativo cai, encontra um nível de suporte e posteriormente sobe um pouco. Porém, volta a registrar queda, chegando a testar o mesmo nível de suporte observado anteriormente, sem rompê-lo. Mais tarde, o ativo volta a subir, com chance de superar a última máxima.

Fernando Góes, analista técnico da Clear Corretora, também enxerga chance de recuperação da ação da mineradora, que tem se desvalorizado devido à desaceleração do crescimento da China, o que influencia o mercado de commodities, lembra. “A grande expectativa agora é de reversão dessa tendência”, afirma. Ele também aposta no setor financeiro. “Os gráficos de alguns bancos, como o da ação ordinária do Banco do Brasil, estão bem interessantes. No caso de BB, há um pivô de alta”, afirma.

Para Crivelli, Citi Corretora, os papéis das Lojas Marisa são uma boa pedida. No gráfico diário, a ação vinha trabalhando dentro de uma Linha de Tendência de Baixa (LTB, figura formada por duas pontuações máximas descendentes), que foi rompida. “Uma das linhas da LTB é constituída da ligação entre o topo de março de 2011 e o topo de fevereiro deste ano. Nos últimos meses, a LTB vinha sendo respeitada. Mas finalmente ela foi rompida”, diz.

Ele acrescenta que as Bandas de Bollinger “abriram”, o que pode ser positivo. As Bandas de Bollinger avaliam a oscilação de um ativo – quando um papel se torna muito volátil, pode ou cair ou subir fortemente. Nesse caso, a aposta é na alta. Por fim, o papel testou a MME21, que estava em cerca de R$ 23,30 e funcionava como suporte. Como não rompeu esse patamar, há probabilidade de alta. O objetivo é de R$ 25,65 e o “stop loss”, de R$ 23,10.

 

Valor Econômico de  10.9.2012.

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