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Ibovespa resiste ao mau humor geral

O Ibovespa resistiu às baixas dos mercados internacionais no pregão de ontem e fechou em ligeira alta, de 0,11%, cotado em 50.122 pontos. Segundo operadores, tratou-se de uma recuperação já que, no pregão anterior, enquanto o principal índice do mercado brasileiro caiu 1,81%, o Dow Jones recuou 0,81%. O volume financeiro melhorou um pouco e fechou em R$ 5,847 bilhões.

A reunião do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, na semana que vem, segue funcionando como uma trava para todos os mercados. Números divulgados nos EUA ontem endossaram sinais de recuperação no gasto do consumidor americano. As vendas no varejo daquele país avançaram 0,7% em novembro, na comparação com outubro, a maior alta desde julho. “O mercado negociou abaixo dos 50 mil pontos e corrigiu um pouco. Deve ficar um tempo nessa faixa”, diz um operador. A última vez em que o Ibovespa fechou abaixo dos 50 mil pontos foi em 29 de agosto, quando encerrou em 49.921 pontos.

Rafael Espinoso, chefe da mesa de operações da Votorantim Corretora, diz que o mercado começa a colocar no preço o início do corte de estímulos já na reunião da semana que vem. Segundo ele, analistas no exterior falam em um corte de US$ 10 bilhões do programa de US$ 85 bilhões de compras mensais de títulos. “Se cortar nesse montante, não deve haver muita volatilidade no mercado, que está pronto para essa cifra. Mas, se vier acima disso, o mercado vai sentir novamente”, afirma.

Ele faz coro com outros profissionais na expectativa de que o mercado de ações siga parado até a reunião do Fed. “Os estrangeiros já reduziram as posições ‘compradas’ em Ibovespa futuro, Vale perdeu um suporte importante, o Ibovespa também”, comentou.

Das blue chips locais, apenas Vale PNA caiu, com perda de 0,77%. As demais subiram: Petrobras PN ganhou 0,47%, Banco do Brasil ON avançou 0,80%, Itaú PN teve alta de 0,84% e Bradesco registrou valorização de 0,85%.

Números de varejo no Brasil afetaram negativamente empresas do setor, segundo especialistas. O volume de vendas no varejo restrito cresceu 0,2% em outubro na comparação com setembro. O aumento ficou abaixo da média de 0,4% apurada pelo Valor Data. Na lista de maiores quedas do Ibovespa ficaram Natura ON (-3,25%), Pão de Açúcar PN (-2,63%), AmBev ON (-1,6%) e Cia Hering ON (-1,48%).

Segundo a Itaú Corretora, levando-se em conta a análise gráfica, o índice Bovespa continua em tendência de baixa no curto prazo, aproximando-se do forte suporte de 49.500 pontos. Se houver recuperação, diz a casa, o indicador pode ter um movimento de retorno. Neste caso, encontrará resistências em 51.000 pontos e 51.400 pontos.

Embraer fechou em alta de 0,33% mas, na máxima do dia, chegou a um ganho de 6,27%. O papel subiu após notícia de que recebeu encomenda de 150 aviões da American Airlines. O acordo envolve 60 pedidos firmes, de US$ 2,5 bilhões.

Operadores também comentam que a falta de fôlego financeiro nos últimos dias esteve ligada à oferta de ações da Via Varejo. Investidores devem retirar um pouco de dinheiro de outras ações para comprar os papéis dos acionistas vendedores, a família Klein e o Pão de Açúcar.

Fonte: Valor Econômico de 13.12.2013.

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