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Ibovespa ignora cena externa e perde 1,4%

As ações de Vale, Petrobras e OGX foram as principais responsáveis pela quebra da sequência de quatro altas do Ibovespa. A menor aversão ao risco no mercado externo não fez preço por aqui.

Os índices Dow Jones (0,42%, aos 14.865 pontos) e S&P-500 (0,36%, 1.593 pontos) fecharam em nível recorde pela segunda sessão seguida, enquanto na Europa o índice Stoxx 600 (0,60%, aos 294,96 pontos) subiu pela quarta sessão consecutiva.

Lá fora, as ações continuam recebendo constante fluxo de compradores, que aguardam as baixas para entrar no mercado. Segundo analistas, o dinheiro continuar a fluir em direção aos fundos de ações. De acordo com a iMoneyNet, o volume de ativos nos mercados de fundos de renda fixa de curto prazo caiu em US$ 8,38 bilhões na última semana.

Por aqui, as três empresas com ações de maior peso no Ibovespa – Vale, Petrobras e OGX – foram as principais responsáveis pelo fluxo de vendas. Os papéis sofreram com um conjunto de notícias e análises negativas, além da especulação de véspera de vencimentos de opções e índice futuro, que acontecem na próxima semana. “Tem briga de vencimento aí no meio”, comentou um operador logo pela manhã, ao observar a piora dos carros-chefes da bolsa brasileira.

O Ibovespa terminou em baixa de 1,40%, aos 55.400 pontos, com giro de R$ 6,3 bilhões, bem abaixo dos R$ 9 bilhões de quarta e também inferior à média diária de R$ 7,4 bilhões de março. “Parece que o mercado ficou parado. Não teve notícia nova durante o dia. Só algumas operações aqui e ali, mas nada que chame atenção”, relatou o operador.

O papel PNA da Vale fechou em queda de 1,51%, para R$ 32,40; Petrobras PN caiu 2,33%, a R$ 17,99; e OGX ON recuou 6,41%, para R$ 1,46. No caso da petroleira de Eike Batista, os investidores reagiram ao relatório divulgado pelo Deutsche Bank, que cortou o preço-alvo do papel de R$ 2,00 para R$ 0,80.

Os papéis da mineradora repercutiram o julgamento de quarta-feira do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a cobrança de imposto de renda de controladas no exterior. Analistas avaliam que o assunto permanece indefinido, o que gera incertezas e mau humor dos investidores.

Petrobras sofreu com a notícia de que vai precisar levantar mais US$ 20 bilhões neste ano, volume 63% maior que a média projetada em seu plano estratégico de cinco anos. A informação foi dada na quarta pelo diretor financeiro da companhia, Almir Barbassa. A previsão do plano era captar US$ 12,3 bilhões por ano no período de cinco anos.

Os investidores devem ficar atentos ao vencimento de opções sobre ações que acontece na próxima segunda-feira (15). A BM&FBovespa terá novas regras para o exercício dos papéis a partir deste vencimento. As mudanças foram anunciadas no ano passado, para implementação a partir de agora.

Não será mais possível negociar as opções no mesmo dia em que elas vencem. No dia do vencimento, a bolsa permitirá apenas o exercício dos papéis, entre 10 horas e 13 horas. Portanto, quem ainda quer negociar opções que vencem na segunda, tem que operar os papéis até o fechamento de hoje.

Valor Econômico de 12.4.2013.

 

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