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Grupo Colombo tem plano de recuperação extrajudicial homologado

O plano de recuperação extrajudicial do grupo Colombo, dono da rede de confecções de roupas tradicionalmente masculinas, teve seu plano de recuperação extrajudicial homologado nesta sexta-feira, 3.

Com uma dívida de R$ 1,6 bilhão, o plano prevê quatro opções de pagamento para todas as classes de credores: desconto de 30% e pagamento em 12 anos da dívida remunerada pela TR somado a 1,5% ao ano; troca por ações; troca por debêntures conversíveis com prazo inicial de cinco anos, remuneradas de acordo com lucro do Grupo Colombo; troca por debêntures não conversíveis com prazo inicial de cinco anos, remuneradas de acordo com lucro do Grupo Colombo, neste último caso para atender bancos que não podem carregar dívida conversível no balanço.

De acordo com a sentença, o plano está sendo homologado com a adesão de 68,66% dos credores, fatia essa que exclui o voto do Fundo Brasil Plural, pelo entendimento de que é parte interessada. Entre os credores estão HSBC, agora Bradesco, com crédito de R$ 190,3 milhões, Santander (R$ 164,5 milhões) e Itaú Unibanco (R$ 150,0 milhões). O fundo Special Situations, do Brasil Plural, tem créditos de R$ 158,3 milhões. Entre os shoppings, os maiores credores são a BR Malls, com R$ 7,5 milhões, e o Iguatemi, com R$ 760 mil. O plano homologado estabelece ainda o enxugamento de estrutura administrativa, o aprimoramento da governança corporativa, a adequação das lojas e custo de ocupação às necessidades do mercado e adequação de estoque e de sortimentos.

Pedro Bianchi, da Felsberg Advogados, diz que este é o maior caso de recuperação extrajudicial do País. “O juiz foi sensível à vontade da maioria dos credores e ao impacto positivo que a recuperação extrajudicial pode causar para empresas que estão reorganizando seus débitos”, disse ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado.

O escritório Felsberg atuou como assessor jurídico no processo de recuperação, que teve o Brasil Plural como assessor financeiro. A homologação foi concedida pelo Juiz Paulo Furtado, da 2ª Vara de Recuperações e Falências de São Paulo.

Fonte: Estadão

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