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Greve nos Correios ganha corpo e agora atinge 18 estados e o DF

Demais sindicatos devem decidir pela adesão ou não à greve entre hoje, 19, e o próximo dia 15; estão previstas negociações para esta quarta-feira

O Estado de S. Paulo / Luci Ribeiro, da Agência Estado

SÃO PAULO – Os funcionários da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) de 16 estados e do Distrito Federal (DF) decidiram, um total de cerca de 117 mil, em assembleias realizadas na noite de terça-feira, 18, iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir da zero hora desta quarta-feira, 19. Em Minas Gerais e no Pará, a categoria já estava parada desde o último dia 11.

Os 16 estados que se uniram ao movimento grevista após as assembleias de terça-feira são: Alagoas, Amazonas, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Dos 35 sindicatos da categoria, dez farão assembleias entre esta quarta-feira e o próximo dia 25.

Negociações

Correios e entidades sindicais têm hoje audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) em Brasília. Os Correios acreditam que nessa audiência fecharão um acordo coletivo com os trabalhadores para por fim à greve já iniciada em várias unidades do País. As informações foram publicadas no site dos Correios. A audiência está marcada para as 10h30.

Caso um acordo não seja fechado, diz a nota publicada no site, a empresa tem um plano de contingência para garantir a prestação de serviços à população durante a paralisação. “Entre as medidas que a empresa poderá vir a adotar estão: realocação de empregados das áreas administrativas, contratação de trabalhadores temporários, realização de horas extras e mutirões para triagem e entrega de cartas e encomendas nos finais de semana”, diz o texto.

Reivindicações

“Os trabalhadores estão muito insatisfeitos”, disse Sebastião Cruz, integrante do comando nacional da categoria, em entrevista à Agência Brasil. “Mesmo com os 21 dias de reposição e sete dias descontados em folha em 2011, os trabalhadores não têm hoje outra alternativa senão a greve.” A ação de dissídio coletivo, protocolada pela empresa no Tribunal Superior do Trabalho (TST), terá uma primeira audiência de conciliação às 10h30 desta quarta-feira, 19.

Na última sexta-feira, 14, o TST negou o pedido de liminar formulado pelos Correios contra a greve, até então localizada no estados do Pará e de Minas Gerais. A empresa sustenta que o índice de reajuste de 5,2% oferecido aos trabalhadores garante o poder de compra e repõe a inflação do período. “Uma paralisação traz prejuízos financeiros e de imagem para a empresa, para a sociedade e para o próprio trabalhador”, declarou a ECT horas antes das assembleias, em seu blog institucional. Os Correios informam que, “somente os itens econômicos da pauta de reivindicação dos sindicatos, se atendidos, gerariam acréscimo de até R$ 25 bilhões na folha de pagamento da ECT, que tem previsão de receita de R$ 15 bilhões para 2012”.

O comando de negociação da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) reivindica 43,7% de reajuste, R$ 200 de aumento linear e piso salarial de R$ 2,5 mil. Quatro sindicatos dissidentes (São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins e Bauru), que se desfiliaram da federação, reivindicam 5,2% de reposição, 5% de aumento real e reajuste linear de R$ 100.

O salário-base inicial de carteiros, atendentes comerciais e operadores de triagem e transbordo é R$ 942. A ECT garante ter um plano de contingência para manter a prestação de serviços à população. Fazem parte do plano medidas como a realocação de empregados das áreas administrativas, a contratação de trabalhadores temporários e realização de horas extras e mutirões para triagem e entrega de cartas e encomendas nos finais de semana. (Com Agência Brasil)

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