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Gestão de pessoas é desafio para pequenas empresas

Rogério de Moraes – Folha de São Paulo

A adoção de políticas de recursos humanos em micro e pequenas empresas (MPEs) é muitas vezes vista com resistência pelo empresário.

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A falta de conhecimento e de recursos estão entre as causas. Nesse assunto, poucas vão além do básico, como folha de pagamento, demissão e contratação.

Segundo Celso Bazzola, sócio-diretor da Bazz Estratégia e Operação de RH, empresa que dá consultoria para MPEs, o grande desafio é fazer o pequeno empreendedor enxergar essas políticas como investimento, não como custo. “Eles acham que é coisa para empresa grande e só dão importância quando começam a perder talentos.”

A atração e retenção de bons profissionais estão entre os principais motivos para uma empresa ficar atenta à gestão de pessoas. Isso porque o custo da rotatividade de funcionários é muito alto.

CRIATIVIDADE

Por outro lado, boas práticas de gestão nem sempre precisam de grandes investimentos. Em alguns casos, basta um pouco de criatividade. Foi o que percebeu a direção de uma pequena metalúrgica carioca, a Maemfe.

Desde 2004, a empresa vem implementando ações no intuito de melhorar os níveis de satisfação. “São ações simples, mas que têm trazido ótimos resultados”, disse Marcos Paulo Dinis Ano Bom, diretor da empresa.

Ano Bom cita como exemplo o programa Bom Dia Maemfe, que mensalmente reúne os funcionários para um café da manhã oferecido pela empresa. “Nessas ocasiões, a diretoria faz um relatório resumido dos números recentes e fala sobre os planos.”

A transparência na relação entre direção e funcionários trouxe resultados. Conforme relata o diretor, na pesquisa de clima que a empresa realiza entre seus colaboradores, o nível de satisfação médio constatado tem sido de 7 pontos – em uma escala de 0 a 10.

“Hoje o funcionário se sente parte do negócio e acredita na empresa.”

NOVA MENTALIDADE

Mesmo com resistências, a mentalidade do pequeno empresário sobre gestão de pessoas vem mudando.

O problema é conseguir agir em meio a tantas prioridades urgentes. É o que afirma Carlos Silva, Membro do Conselho Deliberativo da ABRH-SP (Associação Brasileira de Recursos Humanos) e sócio-diretor da Lesap Consultoria Empresarial.

“Os pequenos empresários estão sempre apagando incêndios, tentando manter o negócio funcionando. Eles nem sempre têm tempo de pensar em RH”, afirma Silva.

Ele reforça, porém, que a partir de dez funcionários toda empresa deveria ter políticas de recursos humanos. “Caso contrário, o empresário estará só ‘treinando’ o funcionário para outra empresa, pois, na primeira oportunidade, ele troca de emprego.”

Silva enfatiza que o mercado está sempre em busca de bons profissionais e que o pequeno empreendedor tem de aprender a valorizá-lo. “Quando um trabalhador fica insatisfeito é como se estivesse no mercado. Está sempre à procura de um emprego melhor.”

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