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Gargalos podem prejudicar leilão A-3

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) fixou em R$ 126 por MWh o preço da energia para as usinas que serão leiloadas no dia 18 de novembro – e que ficarão prontas em três anos (A-3). O preço é, certamente, atraente para os projetos de geração de energia eólica, que foi vendida por R$ 110 por MWh no último leilão, realizado em agosto, mas tira do páreo as usinas solares, que vão participar pela primeira vez de um certame promovido pelo governo.

Os projetos de geração solar não custam menos do que R$ 200 por MWh, estimam fontes do setor.

No entanto, apesar do preço ser atraente para os parques eólicos, ainda pairam algumas incertezas sobre o próximo leilão. Segundo executivos do setor, os fabricantes de aerogeradores podem ter dificuldade para atender todos os pedidos devido à proximidade dos certames. Os 66 parques que venderam energia no leilão realizado em agosto precisam ser concluídos em dois anos, ou seja, em 2015.

Portanto, os fabricantes só terão mais um ano para produzir os equipamentos dos parques que forem comercializados no leilão A-3. “Quem vender energia, terá de começar a construir o parque no dia seguinte”, afirma uma fonte.

Em dezembro, o governo vai realizar ainda um leilão A-5, para projetos que ficarão prontos em cinco anos. Neste caso, os executivos avaliam que os fabricantes de aerogeradores já terão mais tempo para atender às encomendas e não veem maiores problemas na cadeia de suprimento.

No último leilão, em agosto, foram vendidos 1,5 mil MW de energia eólica (de capacidade instalada). Estima-se que o mercado brasileiro comporte um crescimento de 2 mil MW por ano. No leilão (A-5) realizado em 2012, porém, só foram vendidos 500 MW.

Além das cobranças feitas pelo BNDES, que passou a exigir que as eólicas comprem mais equipamentos no mercado interno para financiar os empreendimentos, a Aneel também ficou mais rigorosa com o empreendedores. Hoje, só participam dos leilões projetos que tenham conexão com a rede de transmissão.

Com essas exigências, a tendência é que os parques inscritos nos leilões sejam cada vez maiores, afirma o diretor de “project finance” do Santander, Mauro Albuquerque. “Será preciso ter escala. Será mais difícil viabilizar projetos menores”, acrescenta o executivo. O Santander prevê lançar em breve a primeira emissão de debêntures de infraestrutura de um parque eólico.

 

Fonte: Valor Econômico de 24.10.2013.

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