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Fundos fazem OGX subir mais de 7% e atenuam correção do Ibovespa

Depois de subir 2,3% na semana passada, a Bovespa ensaiou uma correção ontem, mas a tendência perdeu força nos últimos minutos do pregão por causa do avanço das ações da OGX, com alguns fundos retardatários ainda se ajustando ao aumento do peso do papel na nova carteira teórica do Ibovespa que entrou em vigor ontem.

Ao longo do dia, no entanto, a bolsa brasileira teve um pregão morno, reflexo da falta de notícias relevantes aqui e lá fora. Um feriado em Londres também enfraqueceu o mercado de commodities e influenciou o comportamento de alguns papéis domésticos.

O Ibovespa recuou apenas 0,10%, aos 55.429 pontos, com giro de R$ 7,654 bilhões. Entre as mais negociadas, Vale PNA ganhou 0,24%, para R$ 32,28; Petrobras PN avançou 1,75%, a R$ 20,35; e OGX ON teve alta de 7,65%, a R$ 1,97.

Operadores atribuíram a alta dos papéis da petroleira de Eike Batista ao ajuste de alguns fundos retardatários à nova carteira teórica do Ibovespa. O peso do papel saltou de 2% para 5%, o que obrigou os fundos que usam o índice como referencial a comprar o ativo. O movimento fez as ações subirem mais de 70% na última quinzena de abril.

No entanto, o mercado já prevê uma forte realização de OGX ON à frente. A posição alugada das ações cresceu quase 15% na semana passada, saindo de 274 milhões de ações em 26 de abril para 314 milhões na sexta-feira (3). A taxa média de aluguel estava em 33,4% ao ano, mas segundo operadores, alguns investidores pagaram ontem até 40% ao ano para conseguir alugar os papéis.

“Há muita demanda pelo aluguel e, ao menos tempo, houve uma redução nos doadores. Alguns deles aproveitaram o repique das ações para vender”, comentou uma fonte. O aluguel é uma operação usada pelos investidores que querem operar vendido ou “short”, apostando na baixa das ações.

Na ponta positiva da bolsa ficaram, além de OGX, Hypermarcas ON (4,40%), Gol PN (3,00%) e Petrobras ON (2,26%). A Hypermarcas informou na sexta-feira à noite que registrou lucro líquido de R$ 102,3 milhões no primeiro trimestre, um aumento de 150,7% na comparação com os R$ 40,8 milhões registrados no mesmo período de 2012.

Fora do Ibovespa, o destaque de alta foi HRT ON (4,6%). A empresa vai comprar a fatia de 60% pertencente à britânica BP no campo de Polvo, na Bacia de Campos. O negócio foi fechado por US$ 135 milhões. Com a aquisição, a HRT passará a produzir 13 mil barris de óleo equivalente por dia.

Na outra ponta ficaram Oi PN (-6,52%), MMX ON (-5,79%) e Eletrobras PNB (-5,52%). A operadora de telefonia sofre com uma crise de confiança por parte dos investidores, que não acreditam que ela conseguirá cumprir o plano de investimento e a distribuição de dividendos sem ampliar dívidas.

Os mercados internacionais também começaram a semana contidos, depois da forte reação aos números melhores que o esperado do mercado de trabalho americano na sexta-feira.

Na Europa, o índice Stoxx 600 caiu 0,02%, para 300,97 pontos. Em Nova York, o S&P-500 subiu 0,19% e fechou em novo nível recorde, aos 1.617,50 pontos, sustentado pelos ganhos de Bank of America (5,23%) e Apple (2,38%). O Nasdaq subiu 0,42%, para 3.392 pontos, melhor nível desde novembro de 2000. Já o Dow Jones fechou com queda marginal de 0,03%, aos 14.969,89 pontos. 

Valor Econômico de 7.5.2013.

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