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FGC prorroga prazo para credores do Cruzeiro

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) prorrogou em uma semana o prazo de adesão à oferta de compra dos papéis do banco Cruzeiro do Sul com menor deságio, passando a valer agora até o dia 5 de setembro. A data final havia vencido anteontem, para credores externos, e segunda-feira, para investidores locais.

De acordo com o comunicado emitido pelo FGC ontem, a prorrogação se deve ao “número considerável de ofertas que recebeu de investidores que não puderam cumprir os respectivos prazos originais de adesão antecipada”. A data final para a adesão se esgota em 12 de setembro, mas inclui um desconto maior.

Ontem pela manhã, o FGC havia anunciado que não tinha alcançado o patamar mínimo de aceitação para levar em frente já neste momento o projeto de reestruturação do banco, que precisa de adesão de detentores de 90% das dívidas. O percentual obtido, porém, não foi informado.

O FGC divulgou apenas alguns números parciais da aceitação dos credores, correspondentes a 66% dos US$ 1,57 bilhão emitidos pelo Cruzeiro no exterior. Pelos volumes fornecidos, o fundo já teria conseguido pelo menos 54% de adesão dos investidores externos.

Para os bônus com vencimento em 2015 (US$ 250 milhões) e 2016 (US$ 400 milhões), por exemplo, o FGC obteve a aceitação de 75% dos credores. Esse patamar força a adesão de 100% dos investidores, de acordo com as cláusulas contratuais dos bônus.

“Esses números mostram que a adesão inicial não foi baixa. Superou inclusive as expectativas”, disse uma pessoa envolvida na oferta.

Segundo o Valor apurou, a avaliação do fundo foi que, ao prorrogar o prazo, o FGC poderá deixar mais investidores satisfeitos com a proposta, aumentando a chance de sucesso da transação. Isso, ao mesmo tempo, não aumentará os gastos do fundo com a operação de compra. Algumas pessoas físicas ligaram para o FGC informando que estavam dispostas a aceitar a proposta com menor deságio, mas que não conseguiram fazer isso em tempo hábil.

Ao divulgar alguns números parciais da aceitação, o fundo também sinalizou o atual patamar de receptividade da proposta, o que pode levar mais investidores a se disporem a aceitá-la.

Só ao conseguir a adesão de credores de 90% das dívidas é que o FGC poderá vender o Cruzeiro do Sul. Ambos os processos precisam ser bem-sucedidos para o banco não ser liquidado.

Valor Econômico de 30.8.2012.

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