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Duratex prevê crescer duas vezes o PIB este ano

Valor Econômico, Chiara Quintão e Ana Fernandes, 26/fev

 

 

A Duratex – líder nos segmentos de painéis de madeira e de louças e metais sanitários – estima crescer o equivalente a pelo menos duas vezes a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013, segundo o presidente da companhia, Henri Penchas. “Estamos cautelosamente otimistas com a economia”, afirmou, ontem, o executivo. Conforme o diretor executivo financeiro e de relações com investidores, Flavio Donatelli, a companhia está preparada para o crescimento. “Fazemos investimentos pensando no longo prazo. Oscilações de curto prazo vão sempre existir”, disse.

A Duratex mantém sua estratégia de crescimento orgânico e via aquisições e continuará a privilegiar rentabilidade à busca de mais participação de mercado. A companhia definiu que terá nova linha de painéis de madeira, não incluída nos investimentos já em curso. Conforme Penchas, se o Brasil crescer de 3,5% a 4%, serão necessários mais 500 mil m3 de painéis de madeira por ano a partir de 2015, o que justifica a decisão do novo investimento.

O local de implantação da linha, cujos investimentos somarão de R$ 700 milhões a R$ 750 milhões, e a decisão de produzir MDF ou MDP ainda não estão definidos pela companhia. O financiamento da nova linha será feito com recursos próprios e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A Duratex investirá R$ 660 milhões este ano, sem considerar aquisições. Os aportes irão, principalmente, para aumentar a capacidade e serão concentrados no primeiro semestre. No quarto trimestre de 2012, o nível de ocupação da capacidade de produção de louças era de 91% e de metais, de 96%. “Estamos trabalhando bem perto da capacidade instalada, o que justifica os investimento que estamos fazendo”, diz Donatelli. Em 2013, a companhia vai inaugurar unidades em Taquari (RS) e Itapetininga (SP), da divisão madeira, e a unidade de Queimados (RS), da Deca.

Neste ano, é possível crescer duas vezes a expansão do PIB na divisão madeira e pelo menos essa parcela na Deca, de acordo com Donatelli. No início de 2013, a Duratex aplicou aumento de 6% na divisão madeira. Segundo o gerente financeiro e de relações com investidores, Alvaro Penteado de Castro, a alta foi possível em MDF e MDP porque o mercado está “bastante aquecido”. Não estão previstos novos reajustes.

Conforme o presidente da Duratex, em 2013, as vendas da empresa ainda vão se beneficiar do volume elevado de lançamentos imobiliários ocorrido há dois anos. Em função da defasagem entre um empreendimento ser lançado e as encomendas dos produtos da Duratex serem feitas, o impacto da queda dos novos projetos imobiliários é esperada para o segundo semestre de 2014. O segmento de lançamentos responde por um terço das vendas da Duratex, e as reformas ficam dois terços do total. As perspectivas de vendas para o varejo são positivas para 2013, de acordo com Penchas. “Acreditamos que será um ano bom”, disse o executivo.

Sem detalhar com quem tem conversado, o presidente da Duratex disse que há aquisições no radar da companhia. “Sempre que fizer sentido e que o retorno agregar valor ao meu acionista, vamos fazer aquisições”, afirmou. Segundo Penchas, o nível de endividamento considerado confortável e que ainda permite aquisições é de até duas vezes e meia o Ebitda. Em 31 de dezembro, a relação entre dívida líquida e Ebitda dos últimos 12 meses era de 1,34 vez.

No quarto trimestre de 2012, o lucro líquido da Duratex subiu 88% ante o mesmo período de 2011, para R$ 149,4 milhões. A receita líquida cresceu 21,7%, para R$ 936,34 milhões, enquanto a geração de caixa medida pelo Ebitda teve expansão de 56,5%, para R$ 295,376 milhões.

A margem Ebitda da Deca foi de 21,6%, ante 24,4% no terceiro trimestre. A rentabilidade da divisão foi afetada pela incorporação da metalúrgica Ipê. Segundo o gerente de relações com investidores, a companhia espera ver as margens da divisão ainda comprimidas nos próximos trimestres, pois a empresa incorporará também aos resultados, neste início de ano, as operações da Thermosystem, fabricante de chuveiros eletrônicos. Se os investimentos previstos para as duas divisões derem o retorno planejado, as margens da Deca começarão a se recuperar entre o fim deste ano e o início de 2014.

 

 

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