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Dilma pede, e SP e Rio congelam a tarifa de ônibus para conter inflação

Folha de São Paulo

Diante do temor de que a inflação oficial (IPCA) batesse em 1% em janeiro e alimentasse as expectativas para o ano, o governo decidiu procurar os prefeitos das duas maiores capitais do país e pedir que adiassem os reajustes das tarifas de ônibus.

Mercado acredita em uso de câmbio para conter inflação
Com reajuste, IPCA em 12 meses ficaria perto do teto

Se São Paulo e Rio de Janeiro aumentassem as passagens, a taxa prevista, de 0,80%, superaria o 1% e, no acumulado em 12 meses, ficaria muito perto de 6,5%, trazendo receio ao mercado (leia texto ao lado).

Em São Paulo, a prefeitura paulistana informou que o assunto foi tratado “com o governo federal”. A Folha apurou que o prefeito Fernando Haddad (PT) falou diretamente com a presidente Dilma Rousseff (PT).

No Rio, o prefeito Eduardo Paes (PMDB), disse que recebeu um pedido do ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Rivaldo Gomes/Folhapress
Ônibus em rua do bairro Santana, zona norte de São Paulo; cidade adiou reajuste da tarifa a pedido de Dilma
Ônibus em rua do bairro Santana, zona norte de São Paulo; cidade adiou reajuste da tarifa a pedido de Dilma

SÃO PAULO E RIO

A tarifa na capital paulista está congelada em R$ 3 há dois anos. Desde então, o IPCA, índice usado na correção, já acumula alta de 11,84%. Se fosse integralmente aplicado, a tarifa iria para R$ 3,36.

Haddad disse que a tarifa só será corrigida em maio ou junho. O valor não foi definido, mas não será maior que a inflação acumulada, disse.

Para manter o preço congelado, ele precisa subsidiar o sistema.

O Orçamento da prefeitura paulistana para 2013 prevê R$ 660 milhões de subsídios, mas Haddad já sabe que o valor não será suficiente. Haddad terá de gastar ao menos mais R$ 150 milhões além do valor orçado. Assim, o subsídio em 2013 pode ficar próximo do recorde, de 2012: R$ 960,7 milhões.

Além do congelamento da tarifa, Haddad terá de bancar a criação do Bilhete Único Mensal, sua promessa de campanha, que deve custar cerca R$ 400 milhões ao ano. A ideia é implantar o programa até meados do ano.

Também até o meio do ano a prefeitura tem de licitar a substituição das empresas de transporte. Haddad disse que, se a licitação permitir redução do custo, a tarifa pode subir menos que o previsto.

No Rio, quando Paes reuniu-se com Mantega, no fim de dezembro, a correção (5,5%) e a tarifa (R$ 2,90) já tinham sido anunciadas e entrariam em vigor em 1º de janeiro. O ministro pediu que o prefeito postergasse o reajuste da tarifa porque muitos reajustes e pagamentos de tributos se concentram no começo do ano. Não há nova data prevista.

OUTROS ESTADOS

As Prefeituras de Belo Horizonte e Recife já aumentaram as passagens de ônibus entre o fim do ano passado e o início de 2013.

Curitiba pretende aumentar o preço da passagem em fevereiro, mas o valor não foi definido. Em Porto Alegre, a prefeitura ainda avalia se haverá mudança.

Salvador já mexeu no preço em junho do ano passado.

As prefeituras não quiseram comentar se receberam pedidos do governo federal em relação às tarifas de transporte urbano, com exceção de Recife, que diz não ter recebido solicitações.

Colaboraram Belo Horizonte, Recife, Curitiba, Porto Alegre e Salvador

Editoria de arte/Folhapress
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