Felsberg Advogados
Home | Depois de seis meses, juros para pessoa física voltam a subir
Publicações

Depois de seis meses, juros para pessoa física voltam a subir

LUIZ GUILHERME GERBELLI – O Estado de S.Paulo

Depois de seis meses, juros para pessoa física voltam a subir

Os juros para pessoa física voltaram a subir em junho depois de seis meses. O levantamento divulgado ontem pela Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) aponta que os juros médios cobrados foram de 6,20% no mês passado, um pouco acima da taxa média de 6,18% verificada em maio.

“Foi uma queda pequena, mas nós não esperávamos esse aumento, porque as taxas vinham numa sequência de queda”, afirmou Miguel de Oliveira, vice-presidente da Anefac. O fim da queda dos juros para pessoa física está ligado, segundo a Anefac, com o aumento da inadimplência e, em menor grau, com a crise internacional. “A inadimplência subiu e houve essa pressão. A piora do cenário externo também traz uma certa preocupação. Quando o emprestador olha para o longo prazo e vê as coisas piorando no exterior, ele fica um pouco pessimista”, diz Oliveira.

Na quarta-feira, a Serasa Experian informou que o calote do consumidor cresceu 19,1% no semestre na comparação com o mesmo período de 2011. O resultado semestral é um dos mais altos desde 2000, quando teve início a série histórica. Os calotes de dívidas ligadas bancos cresceram 22,1% no período.

“A recomendação é que as pessoas não devem tomar muito empréstimo no Brasil. Os juros caíram nos últimos meses, mas continuam altíssimos”, afirmou Mauro Calil, educador financeiro.

Dos seis itens analisados pela Anefac, três apresentaram alta. Os juros para empréstimo pessoal em financeira passaram de 7,98% ao mês, em maio, para 8,04% em junho; os empréstimos em banco subiram de 3,59% ao mês para 3,63%; e o juro do comércio subiu de 4,72% para 4,75% no período. “Apesar da alta verificada em junho, a tendência é que a taxa volte a cair. O Banco Central baixou novamente a taxa Selic esta semana e a inadimplência deve cair no futuro”, diz o vice-presidente da Anefac.

A taxa de juros para cartão de crédito seguiu inalterada em 10,69% ao mês e a do cheque especial caiu de 8,24% ao mês para 8,22%.

Em queda. Segundo o vice-presidente de Negócios de Varejo do Banco do Brasil, Alexandre Abreu, os juros para a pessoa física têm recuado nos últimos meses. “De março para cá, temos visto reduções, inclusive no mês de junho.” Segundo ele, a taxa do crédito pessoal caiu de 2,72%, em março, para 2,38% em junho. “A inadimplência na pessoa física também recuou.”

No Banco do Brasil, a inadimplência com 15 dias caiu de 6,1% para 5,7%, entre março e junho. E a de 90 dias, recuou de3,5% para 3,3% no período.

A Febraban não quis comentar a pesquisa da Anefac.

Investimento. A Anefac também divulgou ontem um comparativo entre o rendimento da poupança com fundos de renda fixa. Segundo a entidade, com a redução da taxa básica de juros de 8,5% para 8,0% ao ano, a poupança se tornou uma opção ainda mais atrativa do que os fundos. Agora, a poupança deve render 0,47% ao mês, superando em rendimento a maioria dos fundos com taxa superiores a 1%.

Topo Voltar