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Curso vai orientar construtoras

Jornal do Commercio, 07/mai

O WWF-Brasil, em conjunto com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo, o SindusCon-SP e a Rede Amigos da Amazônia, pro-move, em São Paulo, o curso Aquisição Sustentável de Madeira na Construção Civil. O evento ocorre dia 24, na sede do SindusCon-SP, em Santa Cecília, no centro da capital paulista. Esta é a segunda turma da capacitação, que tem como objetivo orientar
construtoras, in- corporadoras, projetistas e pro-fissionais liberais no cumprimento da legislação ambiental em relação à compra de madeira. Outro objetivo do curso é criar mecanismos que evitem a compra de madeira de origem ilegal e gradativamente substituir a madeira ilegal pela madei¬ra certificada.

O curso é desenvolvido em módulos. No primeiro momento serão mostrados aos participantes o conceito do que é madeira legal, como identificá-la, quais categorias ambientais de madeira existem hoje, como fazer um processo de certificação, e qual é a situação deste mercado no Brasil. Também serão dadas orientações de como elaborar um plano de ação para que a empresa seja capaz de fazer, corretamente, a aquisição de madeira.

Os próximos módulos estão marcados para os meses de junho, agosto e outubro e vão abordar, entre outros assuntos, o papel do governo na cadeia produtiva da madeira; o Documento de Origem Florestal (DOF), que atesta a origem do recurso; e as diretrizes ambientais do estado de São Paulo, que buscam coibir a entrada de madeira ilegal naquele mercado. A capacitação é aberta ao público, que pode obter mais informações sobre o assunto na Central de Relacionamento do SindusCon-SP, por meio do telefone (11) 3334-5600 ou pelo e-mail sindusconspsindusconsp. com.br.

Apoio e suporte

De acordo com o analista ambiental do WWF-Brasil Ricardo Russo, a ideia é iniciar o trabalho pelas empresas compradoras de madeira, de modo que elas possam, posteriormente, “pressionar” seus fornecedores a adotar o recurso com origem legal. “De modo geral, hoje o setor da construção civil compra madeira ilegal ou de origem duvidosa. Nosso intuito é fazer com que as empresas substituam essa madeira por um recurso de origem legal e certificada. Por isso, vamos montar juntos com as empresas um plano de ação para cinco anos e nós, do WWF-Brasil, vamos dar todo o apoio e suporte para que essa substituição ocorra”, disse o especialista.

A coordenadora técnica do Comitê de Meio Ambiente do SindusCon-SP, Lilian Sarrouf, diz que o estado de São Paulo, hoje, é tido como o maior consumidor de madeira do País. Por isso a importância de discutir o tema neste mercado. Além disso, contou a especialista, existe um movimento muito forte, na Secretaria de Estado de Meio Ambiente de fiscalização e combate à madeira ilegal. “Como o SindusCon-SP tem como princípio o combate à informalidade e à ilegalidade, entendemos que ações nesse sentido, de buscar a madeira legalizada, devam ser incentivadas”, explicou.

Lilian disse também que o curso é o desdobramento de ações que tiveram início no Sinduscon-SP em 2003, e que, em 2010 e 2011, deram origem à primeira turma do Aquisição Sustentável de Madeira na Construção Civil. “Queremos abrir caminhos para que as empresas construtoras possam ter acesso à informação e metodologias adequadas, que lhes permitam comprar madeira certificada”, declarou.

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