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Cresce a procura por manutenção e proteção de imóvel

Valor Econômico, Jacilio Saraiva, 29/nov

A área de vendas de produtos e serviços ligados à construção civil, proteção e manutenção de imóveis está em processo de renovação e lançamentos. A Vault se especializou em blindagem de residências, prédios e empresas e hoje oferece opções de proteção, como um “quarto do pânico”. A Núcleo Casa e a ConstrucaoWeb apostam em vendas on-line para aumentar o fluxo de negócios em todo o Brasil, enquanto a Construtivo.com criou um serviço de monitoramento para grandes obras, que usa imagens transmitidas pela internet.

Segundo Cristiano Vargas, diretor da Vault, o aumento da violência no início dos anos 1990 foi a razão para criar uma empresa destinada à fabricação de portas de segurança. Hoje, a companhia desenvolve projetos customizados, como proteção de ambientes em residências, bancos e representações diplomáticas.

Os primeiros clientes foram indicados por parentes e amigos que trabalhavam em corporações que precisavam de serviços de blindagem arquitetônica. “Fizemos a proteção da fachada do consulado da Nova Zelândia e o negócio aumentou no boca a boca.”

O salto do grupo paulista aconteceu em 2003, quando decidiu apostar na divisão de eletrônicos, com sistemas de segurança inteligentes, como controle de acesso e recursos de vídeo. Com 60 funcionários, fechou 2011 com R$ 21 milhões de faturamento e a expectativa é crescer, no mínimo, 35%, em 2012. Para se ter uma ideia, uma porta blindada, instalada em um dia, custa em torno de R$ 5 mil e um “quarto do pânico” pode chegar a R$ 1 milhão.

A estratégia agora é investir na integração das divisões de equipamentos eletrônicos e mecânicos, com novos produtos, como softwares para centrais de monitoramento, alarmes de intrusão, fechaduras automáticas e leitoras biométricas. “Também vamos capacitar a rede de instaladores, que conta com mais de 400 empresas.”

No ano passado, foram feitos cerca de 300 projetos de blindagem arquitetônica e mais 300 contratos de sistemas eletrônicos. Incluíram a implementação de cofres blindados em instituições financeiras e suporte para 15 torres de observação para a Polícia Militar do Rio de Janeiro. Além de bancos e do governo, a carteira de clientes tem multinacionais, construtoras, condomínios e indústrias químicas. “Já fechamos negócios na República Dominicana, Chile, Panamá e Estados Unidos.”

No Construtivo.com o objetivo é fornecer soluções para a gestão de empreendimentos de engenharia. “O diferencial é que a oferta é baseada no conceito de nuvem e vendida na modalidade de ‘software como serviço’ (SaaS)”, diz o sócio Marcus Granadeiro Corrêa. A facilidade permite a gestão de projetos para áreas da engenharia como incorporação, energia, transporte e administração pública.

A ideia de criar a empresa nasceu com a gestão da coordenação de projetos, organizando arquivos, aprovações e trocas de documentos entre arquitetos, projetistas e obras. Com o tempo, avançou para apoiar o gerenciamento e manutenção dos empreendimentos. Hoje, tem 25 funcionários e um faturamento de R$ 5 milhões. A previsão é atingir um crescimento de 50% em 2012. Há contratos fechados como o estádio Beira Rio, em Porto Alegre (RS), com o metrô paulistano e construtoras como Nex Group, do Rio Grande do Sul, e a Direcional, de Minas Gerais.

“Nos últimos anos, empreendimentos de infraestrutura passaram a dominar a carteira e atendemos as usinas de Belo Monte e Santo Antônio”, diz Corrêa. Para o empresário, a empresa vai precisar inserir mais recursos tecnológicos em dispositivos móveis para aumentar a produtividade, sem perder performance. “Temos de fazer isso sem inflar os custos da operação.”

O empresário pretende investir 20% da receita com inovação, o dobro que aplicou em 2011. Uma das apostas é o “vídeo como serviço” ou sistema de imagem na nuvem, em que câmeras que usam protocolo de internet (IP) captam imagens para apoiar o gerenciamento de obras de infraestrutura.

No Núcleo Casa, site criado em Limeira (SP) que reúne 120 lojas e 3,5 mil arquitetos e decoradores, as transações realizadas em 2011 movimentaram R$ 100 milhões e a expectativa é que volume suba para R$ 300 milhões em 2012. “O objetivo é fomentar negócios entre as lojas associadas que fornecem materiais e serviços para a construção civil, por meio dos profissionais cadastrados que facilitam as vendas para seus clientes”, diz Ramon Giraldi, presidente da empresa.

Também com operação baseada na internet, o ConstrucaoWeb, criado no início do ano, usa recursos das redes sociais para oferecer produtos e serviços na área da construção civil. Há 2,2 mil anúncios de empresas organizados por fases da obra, como compra de materiais, serviços de pedreiro e acabamento. Um clube de compras, de venda de materiais, negocia os melhores custos para clientes e fornecedores.

A estimativa para o primeiro ano de atividades é atingir R$ 1 milhão de faturamento. “95% do valor virá de um clube de compras, que movimenta mais de 20 mil sacos de cimento ao mês”, diz Celso Cipolaro, fundador do site. Para o executivo, que é engenheiro e atuou durante dez anos como gestor de suprimentos em multinacionais, a nova ferramenta é vantajosa para o cliente porque seleciona custos menores e atrai os fabricantes, que ganham previsão de volume e de planejamento para a produção. Em seus primeiros nove meses, o endereço eletrônico acumula 1,5 mil clientes de 22 países e fez mais de 4,3 mil transações.

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