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Corretoras limitam nível de alavancagem dos clientes

Valor Econômico

Corretoras limitam nível de alavancagem dos clientes

Os números da Bovespa mostram que as operações a termo representam apenas 4,2% do volume total negociado na bolsa. Apesar da fatia pequena, o risco é grande e, por isso, as corretoras limitam o grau de alavancagem.

Os contratos a termo estabelecem a compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado, a contar da data da operação em pregão, conforme explica Hugo Azevedo, autor do livro “500 perguntas (e respostas) avançadas de Finanças” e sócio da HD Educação. “O preço a temo de uma ação resulta da adição, ao valor cotado no mercado à vista, de uma parcela correspondente aos juros, que são fixados livremente em mercado em função do prazo do contrato”, diz Azevedo. A liquidação do contrato e as diferenças se dão no vencimento.

Um investidor pode comprar ações a termos por três motivos. O primeiro é para assegurar o preço de compra de uma ação. O segundo motivo é para se alavancar. “Mesmo tendo os recursos necessários para a compra à vista das ações, o investidor pode comprá-las a termo e utilizar os recursos para outro fim”, diz Azevedo. A terceira razão é para obter caixa. Para quem precisa de recursos, mas não quer se desfazer de nenhuma ação, a alternativa de vender à vista para imediata compra a termo do mesmo papel. Isso permite ao aplicador fazer caixa e, ao mesmo tempo, manter a participação na empresa, explica o sócio da HD Educação.

Se o investidor não tem dinheiro e, mesmo assim, quer estar em bolsa, ele pode recorrer ao mercado a termo. É como se ele estivesse comprando agora com a promessa de pagar daqui a um mês. Em troca, ele paga uma taxa, em torno de 1%, e se compromete a adquirir a ação a um preço predeterminado. Por exemplo, um investidor que esteja otimista com os papéis da Vale, mas está sem dinheiro para comprar as ações no mercado à vista. Ele, então, compra um termo de mil papéis da Vale a R$ 40, a uma taxa de 1%, achando que vai subir para R$ 45. Daqui a um mês, ele paga R$ 4.400 (mil papéis a R$ 40 mais a taxa de 1%). Se o papel realmente subiu, ele fez um bom negócio e ganhou dinheiro. Mas se caiu, ele terá prejuízo.

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