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Construção: sinais de melhora

Jornal do Commercio, 26/out

Sondagem divulgada pela Confederação Nacional da Indústria e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção aponta quadro de estabilidade no setor e recuperação em alguns indicadores, como a utilização da capacidade e a situação financeira

O desempenho da indústria da construção começa a mostrar pequenos sinais de melhora, indicam a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção(CBIC). As duas entidades divulgaram nesta quinta-feira o estudo “Sondagem Indústria da Construção”, que aponta um quadro de estabilidade no setor e recuperação em alguns indicadores. O indicador sobre Utilização da Capacidade de Operação (UCO) das empresas do setor ficou em 70% em setembro, o mesmo porcentual de agosto. Em julho, o nível de UCO foi de 69%.

O indicador de nível de atividade efetivo em relação ao usual ainda está no campo negativo, mas com crescimento nos últimos meses. O indicador marcou 47,0 pontos em setembro, ante 46,4 pontos em agosto e 45,5 pontos em julho. Em relação a esse indicador, números abaixo de 50 pontos representam resultado negativo e acima de 50 pontos, resultado positivo. Apesar de o estudo apresentar melhoras, CNI e CBIC preferem adotar uma postura moderada.”Desempenho menos negativo ainda não aponta para retomada do crescimento”, citou o estudo.

A “Sondagem Indústria da Construção” é uma publicação mensal. O trabalho é realizado pela CNI em parceria com a CBIC. Nesta edição, foram consultadas 456 empresas (98 grandes, 200 médias e 158 pequenas) entre os dias 1º e 11 de outubro.

O indicador sobre evolução do número de empregados marcou 48,8 pontos em setembro, abaixo, portanto, da linha divisória dos 50 pontos. Em agosto, esse item havia alcançado 49,3 pontos. Desde junho o indicador sobre evolução do número de empregados tem ficado abaixo dos 50 pontos.

O economista da CNI Danilo Garcia, entretanto, destacou que os indicadores trimestrais sobre a situação financeira das empresas apontam para uma leve reativação da atividade no setor. O índice ficou em 50,3 pontos no terceiro trimestre (ante 48,8 pontos, no trimestre anterior). “Os empresários consideraram a situação financeira das empresas satisfatória”, observou Garcia.

Os empresários da construção continuam insatisfeitos com a margem de lucro operacional. No terceiro trimestre o indicador marcou 46,8 pontos. Houve melhora de dois pontos porcentuais em relação ao trimestre anterior, mas o indicador continua no campo negativo, abaixo da linha dos 50 pontos. O acesso ao crédito também continuou sendo avaliado como difícil no trimestre. O indicador situou-se em 47,1 pontos (46,7 pontos no segundo semestre).

A pesquisa também busca apurar os principais problemas que afetam a indústria da construção. A falta de trabalhador qualificado foi o principal problema para as grandes empresas no terceiro trimestre, com 61,7% de respostas (ante 54,6% no trimestre anterior). Ainda entre as grandes empresas, o segundo problema mais apontado foi a elevada carga tributária, que marcou 56,2% de respostas no terceiro trimestre (ante 50,8% no segundo trimestre).

A “Sondagem Indústria da Construção” verificou também as expectativas dos empresários da construção para os próximos seis meses e detectou mais otimismo. A expectativa quanto ao nível de atividade em outubro marcou 57,4 pontos (ante 57,0 pontos no mês anterior). Já a expectativa quanto a novos empreendimentos e serviços ficou em 57,5 pontos em outubro (56,7 pontos em setembro).

Sobre a compra de insumos e matérias primas, a expectativa para os próximos seis meses marcou 56,8 pontos (57,8 pontos no mês passado). A expectativa sobre evolução do número de empregados alcançou 54,5 pontos em outubro (ante 56,0 pontos em setembro). Todos os indicadores de expectativas, portanto, estão acima dos 50 pontos, ou seja, no terreno do otimismo.

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