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Conar investiga se Sephora pagou blogueiras por propaganda disfarçada

Folha de São Paulo

O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) iniciou procedimentos para investigar denúncias de que a loja de cosméticos Sephora estaria pagando a blogueiras para divulgar conteúdo elogioso de produtos vendidos em sua unidade. A empresa inaugurou uma loja no shopping JK Iguatemi em julho.

As denúncias de dezenas de consumidores levaram à abertura, em 23 de agosto, dos procedimentos 221/12, 222/12 e 223/12, que irão apurar tanto a conduta das blogueiras como da empresa de cosméticos. Havia elogios a produtos, por exemplo, da marca YSL e Christian Dior. Entre eles, batons, esmaltes e delineadores.

O principal indício da prática, de acordo com as denúncias, é o conteúdo praticamente idêntico de posts em blogs distintos sobre a Sephora, sempre elogiosos.

 

Fila em frente à loja de cosméticos Sephora, que foi inaugurada na última sexta-feira
Loja de cosméticos da Sephora, acusada de pagar por comentários elogiosos

 

De acordo com a assessoria do Conar, o grande número de denúncias pode ser resultado de uma mobilização por redes sociais, o que já ocorreu outras vezes.

É a primeira vez que o Conar investiga um caso de propaganda disfarçada em blogs. Segundo o Conar, o prazo para o julgamento de primeira instância é de 30 a 40 dias, mas é possível entrar com recurso. Ainda que o anunciante recorra, a decisão deve ser cumprida imediatamente, não tendo o recurso efeito suspensivo.

O órgão ressalta, no entanto, que faz recomendações e não tem poder de polícia para impô-las a uma companhia.

No entanto, diz que suas decisões costumam ser sempre respeitadas por haver um consenso entre os veículos quanto à necessidade de cumprir as determinações.

De acordo com o Conar, se os denunciados não acatarem a decisão, há a possibilidade de uma divulgação pública, ou seja, a publicação de um edital na imprensa informando o descumprimento da decisão.

Nos últimos 14 anos, isso só ocorreu seis vezes.

Procurada por volta de 13h30, a Sephora ainda não se manifestou sobre o conteúdo das denúncias.

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