Felsberg Advogados
Home | Com 5 anos, ETF BOVA11 lidera mercado
Publicações

Com 5 anos, ETF BOVA11 lidera mercado

O BOVA11, fundo de índice que replica a carteira teórica do Ibovespa, completa hoje cinco anos de mercado com a maior representação – 89% do volume – no universo dos 15 ETFs (Exchange Traded Funds, na sigla em inglês) negociados no Brasil, mas ainda com pouca disseminação.

Gerido pela BlackRock, o BOVA11 já gerou 927.161 negócios em 2013 até o fim de outubro, um crescimento de 19% em relação ao mesmo período de 2012. O volume financeiro negociado pelo produto, por sua vez, acumula queda de 12%, para R$ 20,1 bilhões.

Em um ano mais difícil para o mercado acionário, a rentabilidade acumulada pelo BOVA11 não surpreende, com uma queda de 11,3%, um pouco acima da baixa de 11% do Ibovespa no ano até o fim de outubro.

Segundo o diretor da BlackRock no Brasil, Ricardo Cavalheiro, hoje são mais de 5 mil clientes que investem nesse ETF. A concentração permanece com os investidores institucionais, com fatia de 54% do volume de BOVA11 em outubro, acima dos 37% de um ano antes. Já a representação da pessoa física caiu de 11,8% para 6,9%, apesar de os ETFs contarem com taxas de administração competitivas, inferiores à maioria dos fundos de ações disponíveis no mercado.

Cavalheiro assinala que a menor fatia do público de varejo não é exclusiva do ETF, mas tem sido notada na bolsa como um todo. E sofre ainda a influência da falta de educação financeira. “Em momentos de taxas de juros mais altas, como no atual ciclo, a renda fixa ganha atratividade e a renda variável fica menos favorecida”, diz.

 A mudança de metodologia do Ibovespa no próximo ano poderá beneficiar o BOVA11, já que as próprias discussões aumentam a visibilidade do mercado e o entendimento das pessoas sobre essa opção de investimentos, assinala o diretor da BlackRock. “É mais uma discussão positiva para as pessoas se sentirem confortáveis a investir”, aponta.

E enquanto as conversas sobre o lançamento de ETFs de renda fixa não têm um desfecho, Cavalheiro diz que a BlackRock já tem sentido bastante interesse pelo produto, mas que ainda faltam definições para operacionalizá-lo, como uma plataforma de negociação. “A grande preocupação não é trazer o produto para o mercado, mas trazer de forma mais econômica e com transparência”, afirma.

Fonte: Valor Econômico de 28.11.2013.

Topo Voltar