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Clube de vantagens quer faturar R$ 10 milhões com gastronomia

ChefsClub chega a SP no próximo mês com a proposta de oferecer aos sócios descontos de até 50% em restaurantes

GISELE TAMAMAR – O Estado de S.Paulo

Um clube gastronômico de vantagens é a aposta do ChefsClub, negócio criado recentemente por cinco sócios, sendo dois brasileiros e três dinamarqueses. O grupo, que começou a empresa com R$ 200 mil de um investidor-anjo, planeja faturar R$ 10 milhões em um ano. Para participar, o associado paga uma taxa anual ou trimestral para receber descontos de 30% a 50% em restaurantes parceiros.

O clube atua há três meses em cidades do Rio de Janeiro, além de Porto Alegre e Brasília, e prepara sua chegada em São Paulo para outubro, onde quer contar com pelo menos 50 restaurantes cadastrados. O lançamento na capital também marca o investimento em um aplicativo para smartphones. Por meio da tecnologia, o consumidor poderá pesquisar os restaurantes parceiros e as condições promocionais de cada estabelecimento.

Atualmente, o ChefsClub tem 240 restaurantes cadastrados e quase 8 mil sócios. A expectativa é atingir 10 mil associados até o fim do ano.

Para o coordenador do núcleo de empreendedorismo da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), Edson Sadao, o modelo de negócio é uma resposta do mercado diante das dificuldades apresentadas pelo segmento de compras coletivas.

“Com os sites de compras coletivas apresentando problemas, a tendência é mudar o tipo de negócio para modelos mais consistentes e focar em um tipo de produto ou público. Vejo o clube de vantagens como uma iniciativa mais promissora que os sites de compras coletivas”, afirma.

Modelo. O sócio-diretor do ChefsClub Guilherme Mynssen confirma o interesse em preencher uma lacuna no mercado. “Estamos aproveitando uma oportunidade deixada por esses sites. O nosso desafio é convencer os donos dos estabelecimentos que o nosso modelo é diferente”, destaca o empreendedor.

De acordo com ele, as compras coletivas, de certa forma, foram boas para o clube. Isso porque os donos dos restaurantes agora entendem o uso da promoção via internet. “Só que o primeiro modelo não é muito vantajoso porque prejudica a rentabilidade. E por causa do ‘boom’ de sites e o aumento de reclamações, o consumidor, em geral, relaciona a promoção com mal atendimento”, opina Mynssen.

No caso do ChefsClub, o restaurante não paga taxas pela parceria, mas precisa se comprometer a oferecer o desconto para os associados. A ideia é o estabelecimento ganhar com o volume de clientes em dias com menos movimento e usar o clube como ferramenta de marketing.

Ao contrário das compras coletivas, o consumidor pode usar o desconto quantas vezes quiser dentro do período do seu plano. Mas antes de ir ao local, o associado precisa verificar as condições da participação.

O restaurante pode estabelecer dias da semana, horários e quantidade de pessoas para conceder o desconto.

Para fazer parte do clube, o consumidor se cadastra no site da empresa e paga uma taxa anual de R$ 95 à vista ou 12 parcelas de R$ 9,30. Quem quiser testar o serviço pode fazer o plano trimestral e pagar R$ 39.

A ideia do ChefsClub surgiu quando o brasileiro Fabrizio Serra foi fazer um mestrado na Dinamarca e tomou contato com o modelo pela primeira vez. A estruturação do negócio no País reuniu outro brasileiro, Guilherme Mynssen, e também os dinamarqueses Daniel Holm, Morten Jørgensen e Louise Zyskind.

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