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Cidade dos bairros planejados

O Fluminense, Bruno Uchôa, 11/nov

 

Com muito espaço territorial sobrando , município de Maricá está recebendo, pelo menos, quatro empreendimentos com serviços e comércios, o que valoriza a área

Belezas naturais e a proximidade das principais cidades do estado prometem impulsionar o mercado imobiliário em Maricá. A cidade já tem licenciado ou em processo de licenciamento mais de 36 mil novas unidades residenciais. A maioria dessas unidades será construída em grandes empreendimentos que prometem transformar Maricá na cidade dos bairros planejados. Alguns já estão sendo construídos, caso do Terras Alpha Maricá, do Solaris, e outros dois complexos turísticos, esportivos, comerciais, empresariais e residenciais, que preveem hotéis, shoppings, campos de golf, escolas, hospitais e condomínios.

“Tem ainda um resort, que será construído onde fica a área de proteção ambiental da restinga de Maricá. Pelo menos dois bairros planejados integram o desenvolvimento, um situado em São José do Imbassaí e o outro no Boqueirão”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico da cidade, Lourival Casula.

De acordo com ele, o grande trunfo de Maricá e sua localização, próxima a Itaboraí, onde está sendo erguido o Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj) e que vai atrair novos moradores, das cidades do Rio e Niterói, e o fato de ser um município com grande extensão territorial.

“O município está próximo de cidades que estão um pouco saturadas como Rio e Niterói. As pessoas vão escolher morar em Maricá”, acredita Casula.

Barão Tozini é diretor da Zayd, empresa com sede no Rio de Janeiro, mas que foi atraída para o Leste Fluminense. A construtora é responsável pelo condomínio Solaris. Recém-lançado, o empreendimento teve todos os 517 lotes vendidos em apenas seis horas, diz o diretor da empresa. Segundo ele, a empresa apostou em um condomínio de casas por acreditar que essa é uma vocação de Maricá.

“O Comperj terá um impacto para o futuro. Ele vai agregar. Resolvemos investir porque acreditamos no potencial de Maricá. O terreno do condomínio é muito bonito e bem localizado. O que vai puxar a cidade é Niterói. Muita gente que gosta de morar em casa vai se deslocar para Maricá. Hoje você tem muito lançamento de apartamento e com preços altos. E quase nada de casas”, destaca o diretor da Zayd.

O empreendimento terá um clube e um shopping com lojas de conveniência. Barão Tozini revelou que a empresa, animada com o sucesso do empreendimento, já está trabalhando no Solaris 2. O condomínio, nos mesmos moldes, será construído em um terreno de 350 mil metros quadrados ao lado do primeiro lançamento.

“Vamos fazer esse lançamento no ano que vem. O projeto já está sendo feito e deve ficar pronto em seis meses”, conta Tozini.

Este mês, a cidade ainda recebeu a visita de uma comitiva de empresários italianos que representa mais de 3 mil investidores, interessados em aplicar recursos que podem somar 60 milhões de euros (R$ 150 milhões).

“Eles ficaram impressionados e estão dispostos a fazer investimentos principalmente no setor imobiliário, em hotelaria e condomínios de alto luxo. Eles veem uma grande oportunidade por Maricá ter uma grande área territorial”, completa Casula.

Minha Casa – Apesar de um futuro promissor no mercado de empreendimentos de alto padrão. Lourival Casula lembra que boa parte dos 131 mil habitantes da cidade pertence às classes mais baixas. Segundo ele, serão construídos dois condomínios do projeto Minha Casa Minha Vida, um em Itaipuaçu e o outro no distrito de Inoã, somando 3.076 casas populares.

“A previsão é que os apartamentos sejam entregues no fim de 2013. O condomínio terá 1.472 apartamentos. Serão erguidos 184 imóveis tipo sobrado (que serão financiados pela própria construtora). Em Inoã serão construídas outras 600 unidades habitacionais para as famílias de baixa renda (de 0 a 3 salários mínimos). A área abrigará mais 860 unidades em uma segunda etapa”, completa.

Para atender toda essa demanda, Casula garante que a prefeitura vai investir R$ 600 milhões em infraestrutura para garantir abastecimento de água, energia, pavimentação e serviços básicos. No ano que vem, segundo o secretário, a prefeitura deve aprovar um novo plano diretor.

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