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Caixa Econômica duplica valor de título imobiliário do porto do Rio

Folha de São Paulo, Mercado Aberto, 21/out

A Caixa Econômica Federal realiza amanhã o primeiro leilão de títulos imobiliários da região portuária do Rio, adquiridos por um fundo controlado pelo banco há mais de um ano. O órgão pretende lucrar 111% em relação ao que repassou à prefeitura.
Os títulos imobiliários –chamados Cepacs (Certificado de Potencial Adicional de Construção)– permitem que empresas construam prédios acima do gabarito permitido na região.
Os recurso da venda destes papéis financiam a revitalização da zona portuária em curso, com gasto estimado em R$ 8 bilhões.
De acordo com edital da Caixa, o valor mínimo a ser cobrado por cada título será de R$ 1.150, superior aos R$ 545 pagos há um ano pelo Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha, controlado pela Caixa com recursos do FGTS.
No ano passado, o leilão organizado pela Prefeitura do Rio vendeu todos os 6,4 milhões de Cepacs por R$ 3,5 bilhões. Neste leilão secundário, como é chamado, a Caixa disponibilizou apenas cem mil certificados.
O objetivo, segundo a coluna apurou, é atrair investidores e aquecer a região a fim de valorizar o título nos próximos certames.
Ao longo deste ano, a Caixa buscou negociações diretas com construtoras e incorporadoras.
Em vez de vender os Cepacs e os terrenos públicos -sobre os quais tem direito por ter vencido o leilão-, o banco buscou usar os ativos como forma de participar dos empreendimentos.
Esse foi o modelo usado, por exemplo, na negociação para a construção do Porto Olímpico, que será usado durante a Olimpíada como vila de mídia e árbitros.
Fonte: Ademi
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