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Bradesco BBI faz apostas no exterior

Gazeta Mercantil

Bradesco BBI faz apostas no exterior

São Paulo, 24 de Julho de 2008 – O Banco Bradesco BBI – braço da maior instituição financeira privada do País para as áreas de renda variável, renda fixa, operações estruturadas, fusões e aquisições, financiamento de projetos e tesouraria – está investindo para expandir sua atuação no Brasil e no exterior.
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São Paulo, 24 de Julho de 2008 – O Banco Bradesco BBI – braço da maior instituição financeira privada do País para as áreas de renda variável, renda fixa, operações estruturadas, fusões e aquisições, financiamento de projetos e tesouraria – está investindo para expandir sua atuação no Brasil e no exterior. No País, a instituição prevê ampliar neste semestre as unidades de corretagem de 11 para 30. No exterior, o plano é instalar também neste ano ao menos três unidades do banco de investimento em países da Ásia e Oriente Médio, mercados onde a empresa não está presente hoje, com exceção do Japão, onde está concluindo uma parceria, “para juntar esforços na área de asset”, com o Banco Tokyo Mitsubishi, um dos acionistas do Bradesco . Conforme José Luiz Acar Pedro, vice-presidente do Bradesco, o investimento na expansão internacional é de US$ 50 milhões.
“A idéia é oferecer na Ásia e no Oriente Médio, mercados que têm muito espaço e dinheiro, produtos nas áreas de renda fixa e variável, que têm um potencial muito bom”, afirma Acar Pedro, executivo responsável diretamente pelo BBI, após a extinção do cargo de chefe-executivo de operações , ocupado por Bernardo Parnes (atual presidente do Deutsche Bank) até o início deste mês. A vice-presidência de Acar Pedro já era responsável pelo BBI.
No momento, a fase é de prospecção do melhor mercado no cenário internacional, mas há uma grande tendência de o banco se instalar na China e em Dubai. O executivo diz que o modelo poderá ser o de parceria com outras instituições financeiras, mas que a gestão será sempre do Bradesco Asset Management. Na atividade de asset, o BBI também está expandido um acordo operacional que tem com o Banco do Chile (Banchile). As instituições lançam nesta semana um novo fundo de ações no país sul-americano e a expectativa de Acar Pedro é atrair US$ 100 milhões em investimentos. É o segundo produto lançado no Chile fruto dessa parceria, – em que o Bradesco administra e o Banchile faz a distribuição -, sendo que o primeiro fundo captou US$ 160 milhões.
O vice-presidente do Bradesco observa que o Brasil está atraindo cada vez mais investimento estrangeiro porque sua economia tem fundamentos sólidos e tem apresentado crescimento expressivo, bem como as companhias. “As empresas estão investindo em modernização, crescendo, têm boas práticas de governança corporativa e têm apresentado bons lucros e distribuído bons dividendos. Isso fez o Brasil ganhar a confiança do investidor e os bancos estão capacitados para atendê-los”, diz, enfatizando que o selo de investment grade de duas agências classificadoras de risco conquistado pelo País este ano ajuda a atrair novos recursos, mas apenas coroa um trabalho que já vem de longo tempo.
O investimento na expansão orgânica no País vai ao encontro das estratégias de crescimento do Bradesco nessas áreas de atuação, onde busca a liderança no mercado brasileiro. Segundo Acar Pedro, as 19 novas salas de corretagem seguirão o modelo atual e serão instaladas dentro das próprias agências do Bradesco, o que ajuda a diminuir custos da estrutura, ofe-recer serviços a preços mais competitivos e aproximar cada vez mais a pessoa física do mercado de capitais. “O investidor amadureceu muito, sabe onde tem de investir.” Acar Pedro diz que a meta do BBI é registrar crescimento entre 30% e 40% das receitas ao ano pelo próximos três anos. “Tudo depende da conjuntura, mas enxergamos essa possibilidade.” Entretanto, no primeiro trimestre deste ano, a receita de intermediação financeira do BBI ficou em R$ 34,2 milhões, um pouco abaixo dos R$ 38,5 milhões de igual intervalo de 2007. O lucro líquido ajustado também caiu, de R$ 40,2 milhões para R$ 26,9 milhões.
O executivo afirma que o período foi marcado pelo fraco desempenho do mercado de IPO (oferta pública inicial de ações, na sigla em inglês), que foi compensado com o aquecimento das outras atividades do BBI, que estiveram bastante aquecidas. O mercado de IPO foi afetado, particular-mente, pela volatilidade no cenário internacional, afirma, e deve se recuperar neste semestre. “Teremos um menor número de operações, mas o volume financeiro das transações será maior, entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão.”
Em 2007, o BBI coordenou operações de renda fixa e variável que totalizaram R$ 25,4 bilhões, o que representa 17,92% do montante total das emissões de ações, certificado de depósito de ações, debêntures e notas promissórias registradas na Comissão de Valores Mobiliário (CVM) no período. A corretora computou no mesmo ano 83.278 clientes, executou 2 bilhões de ordens de compra e venda de ações, com volume financeiro de R$ 55,2 bilhões e foram 3,8 milhões os contratos negociados na BM&F, com volume financeiro de R$ 269,4 bilhões. Na área de asset, foram R$ 177,5 bilhões os recursos administrados pelo banco. “Crescemos 30% o número de clientes e 40% os recursos administrados na área de private bank em 2007 e devemos repetir esse crescimento este ano.”(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados – Pág. 1)(Iolanda Nascimento)

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