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Bolsas sobem com setor farmacêutico

Por Gabrielle Moreira

Negociações entre farmacêuticas de Europa e Estados Unidos concentraram boa parte da atenção de ontem nos mercados internacionais, que, por enquanto parecem ter deixado um pouco de lado a crise na Ucrânia. Indicadores econômicos divulgados nos dois lados do Atlântico também contribuíram com o comportamento de risco, embora as reações a esses dados tenham sido mais contidas.

A temporada de balanços tem agradado, o que também ajuda a manter os ganhos dos índices acionários. Wall Street terminou mais uma sessão em terreno positivo e, segundo Paul Nolte, gestor da Kingsview Asset Management, os resultados corporativos têm bastante influência no bom humor que vem sendo observado desde a semana passada. “Começamos a temporada de balanços com expectativas muito baixas e, pelo menos, essas expectativas estão sendo atendidas.”

Entre as notícias do cenário corporativo de ontem, GlaxoSmithKline e Novartis anunciaram uma série de transações que irá redesenhar as duas companhias. Entre as negociações, está a compra dos negócios de oncologia da Glaxo pela Novartis. A britânica AstraZeneca terminou o dia com valorização de 4,7% diante dos rumores de que a empresa está perto de um acordo para ser adquirida pela americana Pfizer (que teve alta de 0,45%).

“As fusões e aquisições no setor farmacêutico animaram os investidores”, disse John Carey, gestor da Pioneer Investment Management. Segundo Carey, os indicadores econômicos mais positivos também estão aumentando as esperanças de que os resultados corporativos deste ano não decepcionarão.

Os índices acionários da Europa terminaram o dia com altas expressivas. O Stoxx 600 subiu 1,37%, aos 337 pontos. O DAX, índice da bolsa de valores de Frankfurt, ganhou 2,02%, indo a 9.600 pontos, enquanto o CAC-40, de Paris, avançou 1,18%. Em Londres, o FTSE 100 valorizou 0,86%, aos 6.682 pontos.

Em Wall Street, o dia também foi de ganhos. O Dow Jones subiu 0,40%, aos 16.514,37 pontos. S&P 500 subiu pelo sexto dia seguido e avançou 0,41%, aos 1.879,55 pontos. Nasdaq Composite ganhou 0,97%, a 4.161,46 pontos.

O que ajudou a manter a confiança de investidores foi a queda menor que a esperada nas vendas de casas usadas nos Estados Unidos. Foi registrada baixa de 0,2% em março, para 4,59 milhões de unidades na taxa anualizada, ante a projeção de 4,57 milhões de residências. Resultado igualmente bem-vindo foi o aumento da confiança do consumidor da zona do euro. A leitura preliminar de abril mostra avanço para -8,7 pontos. Embora ainda esteja em terreno negativo, o resultado alcançou o maior patamar desde outubro de 2007.

Com o aumento da busca por ativos de risco, o mercado de Treasuries teve mais dificuldade nas operações de terça-feira, com queda nos preços dos títulos. O juro do papel de dez anos terminou a sessão em 2,726%, comparados aos 2,719% de segunda.

Já os preços do ouro caíram para o menor nível em dez semanas na sessão de terça-feira, em parte pela queda da demanda da China pelo metal. O contrato do ouro para entrega em junho fechou em queda de 0,6%, para US$ 1.281,10 a onça na Nymex, o menor nível desde o dia 10 de fevereiro.

Os preços da commodity foram impulsionados durante a maior parte de abril por conta das tensões entre a Ucrânia e a Rússia. Durante crises geopolíticas, investidores normalmente aumentam a demanda por ativos mais seguros.

Fonte: Valor Econômico do dia 23.04.2014

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