Felsberg Advogados
Home | Bolsa inicia semana mais curta em baixa
Publicações

Bolsa inicia semana mais curta em baixa

“O que tivemos foi um movimento de correção. A Bovespa vem de quatro semanas seguidas de alta. E esta semana, além de mais curta, promete ser volátil, com vencimento de índice, dados da China e ainda mais uma rodada de pesquisas eleitorais”, observou o estrategista da SLW Corretora, Pedro Galdi.

Hoje à noite a China divulga os números do PIB do primeiro trimestre, além dos dados de produção industrial, vendas no varejo e investimento em ativos fixos urbanos em março. Por aqui, o instituto Vox Populi publica pesquisa eleitoral sobre a corrida presidencial na quarta-feira, e o Ibope, na quinta-feira.

Também na quarta-feira acontece o vencimento de opções sobre Ibovespa e índice futuro. Os investidores estrangeiros carregam uma grande posição comprada no índice futuro, que superava os 80 mil contratos na sexta-feira, segundo dados da BM&FBovespa. Além disso, eles seguem atuando também na ponta compradora do mercado à vista. Em abril, até o dia 10, o fluxo de capital externo para a bolsa estava positivo em R$ 2,027 bilhões.

O Ibovespa caiu 0,52% ontem, para 51.596 pontos, com volume de R$ 5,590 bilhões. Entre as principais ações do índice, Petrobras PN perdeu 1,60%, para R$ 15,93, Itaú PN recuou 1,27%, a R$ 34,89, e Vale PNA subiu 0,87%, a R$ 30,12.

A Vale anunciou ontem à noite que vai distribuir R$ 4,6 bilhões em juros sobre capital. O montante corresponde à primeira parcela da remuneração aos acionistas deste ano. O valor corresponde a R$ 0,90 por ação, sujeito à retenção de 15% de imposto de renda na fonte, e será pago no dia 30, com base na posição acionária de ontem.

Entre as maiores baixas do Ibovespa ficaram Oi PN (-5,31%), Dasa ON (-4,60%) e Prumo ON (-3,30%), além das ações do setor imobiliário: Gafisa ON (-3,19%), Even ON (-2,49%) e PDG Realty ON (-2,04%).

A pesquisa Focus divulgada ontem pelo BC mostrou elevação na expectativa dos economistas para a inflação medida pelo IPCA em 2014, de 6,35% para 6,47%. A pressão inflacionária leva o mercado a crer que o BC terá de elevar novamente a taxa Selic, o que encarece o financiamento imobiliário e prejudica as construtoras.

Entre as altas, apareceram Duratex ON (3,37%), Copel PNB (2,60%) e Gol PN (2,47%). CSN ON (1,96%) também foi destaque. Ontem foi o último dia do programa de recompra de ações anunciado pela CSN em março. A siderúrgica estipulou prazo de apenas 30 dias para a operação, com possibilidade de recomprar até 10% das ações em circulação, ou 70,2 milhões de papéis.

As corretoras autorizadas a recomprar em nome da companhia eram Itaú e BTG Pactual. Segundo informações de operadores, a Itaú Corretora liderou as compras do papel ontem, com mais de 1 milhão de papéis.

Na semana passada, as ações da CSN recuaram 8,1% após decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) determinar que a empresa reduza sua participação na Usiminas, atualmente em 17,43%. Além disso, a CSN foi multada em R$ 671 mil por ter demorado em notificar o Cade sobre a operação. O Cade também manteve suspensos os direitos políticos da CSN sobre a Usiminas. Desde o começo do ano, a ação da CSN já caiu 34%, frente a uma alta de 0,3% do Ibovespa no mesmo período.

O mercado local foi na mão contrária de Wall Street, onde as bolsas subiram após o indicador de vendas no varejo ter mostrado alta de 1,1%, acima da previsão de 0,8% dos economistas. Trata-se do maior aumento mensal desde setembro de 2012, o que fortaleceu a confiança dos investidores.

O crescimento do lucro do Citigroup no primeiro trimestre também animou investidores. O banco registrou lucro de US$ 3,94 bilhões, um aumento de 3,5%. O lucro por ação ficou estável em US$ 1,23, acima da estimativa dos analistas. O índice Dow Jones subiu 0,91%, para 16.173 pontos, o S&P 500 fechou em alta de 0,82%, aos 1.830 pontos, e o Nasdaq terminou em alta de 0,57%, para 4.022 pontos.

Fonte: Valor Econômico de 15.4.2014.

Topo Voltar